CADA ACABAR FICA GUARDADO NO COMEÇAR.




Eu estava indo para a aula de russo por volta de 18h55, quando vi o professor Rachid e ele me abordou e disse: "Joevan! tô abatido, pois perdi minha mãe (faleceu) há uma semana. Joevan! Para onde iremos depois da morte?" Tanto ele de tradição católica como eu de berço protestante ficamos sem respostas. Optei por especular que voltaremos todos para o braço de Deus, pois no príncipio éramos inconsciência e ela estava com Deus, depois veio a consciência e ela também permaneceu em Deus, porém, em seguida, houve necessidade de um retorno ao estado inconsciente inicial que culminará no descanso nos labirintos misteriosos desse mesmo Deus, por isso, nenhuma condenação há para todos aqueles que fazem parte desse monumento universal chamado CAOSMOS movido pela glória explosiva e criativa\rejuvenesciva de Deus.

A morte talvez seja o segredo da vida (Raul Seixas).
Mal nasceis e já começais e morrer (Nietzsche).
Quem quiser ganhar sua vida, perdê-la-á, mas aquele que perdê-la, reencontrá-la-á (Jesus).
Toda verdade é torta, porque o tempo é circular. A linha do passado é infinita e do futuro também e se encontram devido a curvatura temporal. Tudo vive, tudo morre, tudo expande, tudo retorna, tudo se reencontra, “nada” se perde (Adaptação de o eterno retorno do livro Assim falou Zarastustra de Nietzsche).

Há uns 2 anos, estive apreciando uma exposição sobre Clarice Lispector no Centro Cultural Banco do Brasil aqui no Rio de Janeiro. Aliás, o CCBB é um dos meus locais preferidos, pois lá fertilizo minha mente, e me abasteço com a multiplicidade de informações fornecidas naquele local. Circulando pela exposição lispectorniana me deparei com algumas frases poéticas sobre a morte dessa escritora fenomenal. Cito algumas delas: “A vida é o desejo de continuar vivendo e viva é aquela coisa que vai morrer. A vida serve é para se morrer dela”. “Morrer vai ser o final de alguma coisa fulgurante: morrer será um dos mais importantes atos de minha vida”.
Edgar Morin vai dizer que é na morte que se encontra a maior ruptura entre o espírito humano e o mundo biológico. Na morte encontram-se, chocam-se, ligam-se o espírito, a consciência, a racionalidade e o mito. Pela morte, participamos da tragédia cósmica; pelo nascimento, participamos da aventura biológica; pela existência, participamos do destino humano.
Os animais fogem da morte e, de certa maneira, têm pavor dela; alguns sofrem com a morte de seus próximos. Possuem estratégias para evitar a morte quando ela os ameaça; alguns pressentem a iminência dela e vão, às vezes, esconder-se para morrer, como os elefantes, em quase cemitérios. Mas não conhecem os ritos funerários e não podem considerar a idéia de morte.
A morte humana comporta uma consciência da morte como um buraco negro onde se aniquila o indivíduo. Comporta, ao mesmo tempo, uma recusa desse desaparecimento que se exprime, desde a pré-história, nos mitos e ritos da sobrevivência do duplo (fantasma) ou nos do renascimento num ser novo.
As sepulturas do neandertaladenses e da pré-história do sapiens parecem negar a morte, pois o morto é acompanhado de suas armas e de comida, sendo que, em certas tumbas, é colocado em posição fetal, como se deve renascer. Contudo os ritos arcaicos da morte testemunham perturbações psíquicas em função do horror à decomposição do cadáver; daí as diversas maneiras de esquivar-se dessa decomposição (cremação, endocanibalismo) ou de inibi-la (embalsamar), dissimulá-la (sepultamento), afastá-la (corpo levado para longe fuga dos vivos). Grande parte das práticas funerárias visa a proteger os vivos do contágio da morte, e o período de luto, corresponde ao tempo de duração da decomposição do cadáver, tende, originalmente, a isolar a família do morto do resto da sociedade.
A atitude humana em relação à morte supõe, ao mesmo tempo, a consciência racional, um trauma mental, originário dessa consciência, e o surgimento de mitos de uma vida além da morte para aliviar o trauma. A formidável brecha aberta, dentro de si mesma, pela consciência da morte fez surgir as mais grandiosas mitologias que a ocultam, mas sem fazê-la desaparecer. Mesmo diante do trauma provocado pela violência da morte e de suas múltiplas tentativas de apaziguamento, é importante frisar que a imortalidade não supõe o desconhecimento da realidade biológica da morte, mas o seu reconhecimento, não a cegueira diante da morte, mas a lucidez.
A morte como idéia de aniquilamento de si mesmo introduz a contradição, a desolação e o horror ao coração do sujeito, ser egocêntrico que é tudo para ele mesmo, mas que se sabe, ao mesmo tempo, um ser para a morte, ou seja, fadado ao nada; essa contradição entre o tudo e o nada se torna a fonte mais profunda da angústia humana: “Cada um carrega, com a sua morte minúscula, um cataclisma de fim de mundo”. Mas essa contradição torna-se, ao mesmo tempo, a fonte mais profunda da mitologia humana e suscitará os exorcismos mágicos, religiosos, filosóficos, contra a morte. Ritos, funerais, enterros, cremações, embalsamentos, cultos, túmulos, rezas, religiões, salvação, inferno, paraíso, marcarão as culturas e os indivíduos.
Os gregos designavam “mortais” os humanos. A mortalidade criou o seu conteúdo mitológico: a imortalidade. Reservada aos deuses foi concedida, sob certas condições, aos humanos; nas sociedades históricas, mitos e religiões permitiram o acesso aos fiéis. Nietzsche disse que o cristianismo é um platonismo para o povo. Popularizou-se o acesso ao sagrado, ao paraíso.
A morte é o nosso destino cósmico, físico, biológico, animal. E, ao mesmo tempo, é a nossa ruptura psicológica, mitológica e metafísica radical com esse destino. Por isso, é relevante sabermos que a consciência da morte não se limita ao momento e ao acontecimento da morte. Torna a morte presente na vida. Como revelam os estudos sobre o descobrimento da morte na fase infantil, é na idade de seis/oito anos que a criança acede a uma plena consciência da morte, concebida não apenas como desaparecimento, mas como destruição da individualidade. A consciência da morte o acompanhará para sempre.
Numerosos sonhos de morte ou espectros parecem traduzir uma obsessão da morte entre os arcaicos. A obsessão da morte leva, em muitas civilizações, a consagrar as economias de uma vida para a construção da casa mortuária.
A morte trabalha o espírito humano. A certeza da morte, ligada à incerteza da sua hora, é uma fonte de angústia para a vida. O encontro entre a consciência de si e a consciência do tempo determina a consciência do viver no tempo e de dever enfrentar a morte. Essa consciência implica os seres amados. A idéia da morte dos seres amados, e das amadas, aumenta a angústia e o desfecho, além do mais, uma dor insondável.
O trabalho da morte sobre o espírito humano o leva a questionar-se sobre os mistérios da sua existência, de seu destino, da vida, do mundo. E, enquanto diante da morte ele se abre para o infinito e para o mistério, o espírito diante da Natureza se abre para o mundo. Essa abertura potencial ao mundo, “grandeza da humanidade”, diz Adolfo Portmann, é também o seu problema, seu tormento, seu destino.

Boa parte deste texto foi extraído do livro V A HUMANIDADE DA HUMANIDADE da Coleção O MÉTODO de Edgar Morin.



Anjos bonzinhos e demônios malvados habitam e co-habitam dentro de nós de forma excessiva (predominante) ou recessiva.Dependendo do momento, um deles pode virar o jogo e nocautear o que está do lado externo, pois o corpo amigo se torna(transforma-se) em ameaça em potencial. Tem coisas que nem Freud explica, talvez a notícia repentina sobre o ato terrificante de um filho adotivo matar seus pais, explica a potencialidade que possuímos de amabilidade e destruição. Na Antiguidade, acreditava-se que o Deus bom e o Deus mau viviam em perpétuo conflito bélico, portanto, quando havia uma catástrofe, era sinal que o Deus mau tinha vencido temporariamente o Deus bom, no entanto, quando a bonança retornava, sinalizava que o Deus bom tinha se recuperado e vencido o Deus malvado. Somos deuses e demônios. Vigiai e orai para que não sejas vencido pelo força trágica da maldade humana demasiada humana!!!
Joevan Caitano

Confira abaixo o comunidado. Extraído da página
http://noticias.gospelprime.com.br/robinson-cavalcanti-e-esposa-sao-mortos-a-facadas-por-filho-adotivo/
Robinson Cavalcanti e esposa são mortos a facadas por filho adotivo

Na noite deste domingo (26) um crime bárbaro chocou a cidade de Olinda, Pernambuco, e também o Brasil. O conhecido bispo Edward Robinson de Barros Cavalcanti, 68, da Igreja Anglicana, e sua esposa Miriam Nunes Machado Cotias Cavalcanti, 64, foram assassinados a facadas pelo filho adotivo do casal, Eduardo Olímpio Cotias Cavalcanti, 29.

O jovem estava no Brasil há três dias e era usuário de drogas, segundo informações da Polícia de Recife. Eduardo morava nos Estados Unidos onde chegou a ser preso por porte de drogas. Segundo testemunhas ele foi visto amolando a faca peixeira antes do crime.

“Ele morava na Flórida e estava na cidade de passagem. Ontem [domingo], ele foi até à igreja onde o pai trabalhava. Depois, foi para casa e testemunhas o ouviram amolando a faca no jardim. Ele era usuário de drogas e já tinha sido preso por isso. Acredito que antes do crime houve discussão com os pais, mas os motivos ainda serão investigados”, disse o delegado responsável pelo caso Josedith Ferreira.

O bispo anglicano faleceu dentro da casa da família no bairro de Bultrins, por volta das 22h. Sua esposa chegou a ser socorrida e levada para o hospital, mas também não resistiu e veio a falecer. Após atacar os país Eduardo tentou se matar tomando veneno e se esfaqueando, levado ao hospital o jovem não corre risco de morte.

Eduardo Cavalcanti está no Hospital da Restauração sob custódia de policiais e quando receber alta será encaminhado para exames no Instituto de Criminalística e depois será levado para o Centro de Triagem de Abreu e Lima, o Cotel, no Grande Recife.

Sobre a morte de Robinson Cavalcanti a Igreja Anglicana Diocese do Recife, divulgou uma nota de falecimento em seu site lamentando o ocorrido. Confira o texto na íntegra abaixo:

É com grande pesar que a Igreja Anglicana – Diocese do Recife, comunica o trágico falecimento do Reverendíssimo Bispo Diocesano, Dom Edward Robinson de Barros Cavalcanti, e de sua esposa Miriam Cavalcanti, ocorrido neste domingo 26/02/2012 por volta das 22h na cidade de Olinda-PE.

A família diocesana agradece a Deus pela vida e devotado ministério do seu Pai em Deus, pastor, mestre e amigo, um verdadeiro profeta e mártir do nosso tempo, que lutou pela causa do evangelho de Cristo, por Sua igreja, bem como pela Comunhão Anglicana, e que contou sempre com sua esposa que, como fiel ajudadora, o apoiou em todos os anos de seu ministério.

Partiu para a Eternidade deixando um legado de serviço, amor e firmeza doutrinária, pelos quais essa Diocese continuará.

Oportunamente estaremos divulgando dia, horário e local do seu sepultamento.

Revmº Bispo Evilásio Tenório – Bispo Sufragâneo Eleito

Revmº Bispo Flávio Adair – Bispo Sufragâneo Eleito

Rev. Márcio Simões – Presidente do Conselho Diocesano

Com informações G1


Baseado na narrativa do mito bíblico de Êxodo e discursos doutrinários na pós-modernidade.

A grande sacada de Moisés foi destruir o bezerro de ouro em nome de um monoteísmo advindo da voz imperativa ouvida no monte Sinai. Surgiu então uma pergunta que não quer calar: Onde foi parar o ouro do bezerro desfigurado? Garanto-vos que o pó ourisco precioso não voltou ao pó guardião reciclador da terra, porque Moisés tinha enorme interesse naquele animal batizado com tesouro brilhante. Asseguro-vos que nem o dízimo do bezerro mágico ele devolveu para os cofres do Senhor (Iavé). Toda imperatividade vocal fundamentalista unilateral, exclusivamente tonal com timbre do além, deve ser levada à testabilidade do desconfiômetro analítico, pois diante do tira-teima da fraternidade, nenhuma nota safada fica fora do lugar. No improviso da escala dos interesses pessoais, cada nota é muito bem planejada antes de ser executada publicamente. Os jazzistas precisam aprender com Moisés, Malafala, Miles Feliciano, Coltrane Ernaniando e afins. Esses aí conhecem muito os campos harmônicos inocentes da fé. A cada culto da vitória, eles quebram duas tábuas de chocolates e estouram duas garrafas de Champanhe nos bastidores da fé, e ainda não existem leis que consigam enquadrar tais atos de vandalismo obscuro. Lei de Deus e Justiça de Deus é igual a Rainha da Inglaterra, “governa” mas não manda (nem manda chuva).



Ela viveu 48 anos, porém, esses 48 podem ter sido de grande intensidade interior que o corpo, a alma e o espírito chegaram a um acordo unânime prol paralização das funções, pois os três reconheceram que era hora de parar. A vida em abundância que Jesus veio trazer para a humanidade não é sinônimo de quantidade cronológica, mas sim de intensidade a cada instante que a existência nos oferece em meio as fraquezas e fortalezas. Somos frágeis, por isso, a cada instante de sobrevivência é um milagre que acontece, pois o Universo e sua megalomania explosiva e canibalística quer a todos devorar para a manutenção de outras sonoridades nas entranhas enigmáticas desse Todo que chamamos Deus. Por aqui, ficamos com a sensação de uma pausa saudosa e reflexiva, pois para Deus, fazer música (viver) é também pausas usar (morrer) e continuar em outra forma de vida cíclica (eternidade).
De um lado ouvimos os choros de lamento e de reconhecimento pela carreira meteórica dessa grande diva do pop, porém, do lado avesso, ouve-se vozes de moralistas falando que a causa da morte foi excesso de drogas, sexo, fama, poder, excesso disso e daquilo e que Jesus ficou de fora. Qual de nós (pobres mortais) se estivéssemos no mundo dos holofotes, também não recorreria a drogatização para aliviar nossas prisões, nossas pressões internas e externas prol perfeccionismo diante das vozes aterrorizantes e constantes advindas da boca da concorrência, nossa falta de liberdade nossa carência de andar pelas ruas sem ser incomodado em momentos que precisaríamos estar discretamente a sós? E como reagiríamos se acumulassemos riquezas e status e repentinamente, perdêssemos tudo ou muito daquilo que tínhamos? Um rico tem muuuuuuita dificuldade de perder os hábitos de rico quando se vê em maus lençóis vendo o império desmoronando dia após dia apontando para um novo estágio de quase pobreza. A perda leva o desespero humano demasiado humano.
Que garantia temos que não mudaríamos devido a mudança que o mundo dos holofotes exige? Que garantia temos que esses artistas famosos (que precisam matar um ou dois Leões por dia) não buscam forças em Deus discretamente no seu cantinho de hotéis, sendo eles também portadores de uma instância mística, racional, sexual como todos nós possuímos? “Quando quiseres orar (dialogar) com Deus, fecha a porta do teu quarto e exponha tudo discretamente e o Pai e Mãe celestial ouvirá tudo e, pela cumplicidade e fidelidade ética não exporão aos fãs os seus segredos em forma de anjos e demônios que co-habitam dentro de ti, para que no palco você tenha segurança em meio as inseguranças que o mundo lá fora oferece”. (Joesus)
Whitney Houston nasceu, viveu e morreu, portanto, fez a parte dela e do jeito dela caminhando e cantando e seguindo a canção, pois o mais importante é que com certeza EMOÇÕES ELA E VIVEU e nós também ao escutar lindas canções. Cabe a nós fazemos a nossa dando honra a quem merece honra, pois na hora da morte é momento de dor e rememoração da trajetória diante do corpo paralizado para quem fica, e para quem vai pelo redemoinho da morte, puro buraco negro misterioso, e só Deus é quem sabe de mais detalhes sobre esta viagem ao mundo desconhecido.

Recomendo que copie e cole esse link, pois tem SE EU QUISER FALAR COM Deus cantado a capela pela Elis Regina.
http://www.youtube.com/watch?v=tWuQc7W0O-A

www.joevancaitano.blogspot.com
www.filmesdejoe.blogspot.com



“Uma mulher sem filhos (ou que já é mae, ou vovó) que passou boa parte do tempo pregando contra o pecado da homossexualidade mundial, cessa as profecias condenativas ou muda bruscamente de opinião tão logo descobre que o próprio filho, neto, (a) é gay ou lésbica. O "Deus" fundamentalista, e escritores homofóbicos como São Paulo e outros, passam a ser observados com vistas grossas. Qualquer ameaça do mundo do além, é motivo para a tal mãe criar asas para subir ao sétimo céu, invadindo ferozmente o seio de Abraão para dar porradas no “Sagrado” (líderes espirituais) em legítima defesa do filho (a). E se Paulo e outros arcanjos, querubins, surubins e serafins se insinuarem prol defesa do Deus Santo, a mãe ofendida enfrenta todos os deuses, principados e potestades com unhas e dentes, para trazer de volta à terra a dignidade do filho amado. Uma mãe ofendida, faz coisas que até mesmo o Diabo duvida. O tal do pecado(s) sempre é pregado inconscientemente direcionado as famílias alheias, mas quando ele bate na porta das guaritas mais secretas da nossa casa, o silêncio e a conversividade teológica voraz transforma tudo que é lastimoso e infernoso em santidade e virtuosidade genealógica.”
Joevan Caitano
Toda a minha escrita é um exercício de lucidez (João Cabral de Mello Neto)


Começo esse artigo em forma de questionário instigante baseado em observações acuradas e reais, cooptadas durante observações e peregrinações em cursos de música em Universidades Federais e Estaduais, cursos de música sacra, cursos técnicos em escolas de música e afins.

1. Porque é exigido de um candidato aspirante ao curso de graduação em piano clássico ou professor de piano clássico (substitutos, auxiliar, assistente, adjunto, titular) tocar somente peças da tradição de piano clássico e não é exigido a execução de peças de piano popular e jazz (falo de leitura de melodias com cifras, re-harmonizações, improvisações, etc)¿ Um colega levantou essa questão esses dias, pois sempre que viu editais de piano popular, o candidato também tinha que executar peças da tradição clássica...
2. Porque que em concursos para professor de piano popular, candidatos que não tem nenhuma experiência no ramo da performance em musica popular e jazz (verdadeiros leigos) resolvem se inscrever¿ (Prá fazer peso morto prá banco) Ainda bem que as bancas (todas que vi até agora) foram lúcidas e não consideraram a titulação de A ou B, mas levaram em consideração a experiência de candidatos que ou já tem bastante experiência nesse ramo (que exige muuuuuuita dedicação e jeito pra coisa também...há q se ter pegada senão não rola), ou consideraram também candidatos que estão engajados nesse ramo com enormes possibilidades de crescimento como instrumentista, arranjador –compositor, produtor e professor (ensinar exige arte, exige paixão, É COISA SÉRIA). Concursos são feitos ou para se colocar alguém (dar emprego pra algum conchavo, daí não vale apenas ser competente na área em disputa, mas ter um peixe grande nas escamas candidatórias) ou para preencher uma vaga devido a necessidades, por isso, há que ser escolher bem o perfil adequado com lucidez e ética a proposta de tal concurso.
3. Tocar bem piano clássico e piano popular (jazz) é raridade...falo de tocar bem os dois...São estilos completamente diferentes q se complementam em alguns pontos e ambos exigem estudo focado e profundo...Ouvir Bill Evans, Keith Jarret, Herbie Hancock tocando Jazz é sublime pq tem o tempero, aquele tchan do jazz, mas vê-los tocando peças clássicas não me proporciona o mesmo tesão, pois eu poderia ouvir melhor. Minha mente apita logo: Seria melhor escutar as mesmas peças sendo tocadas por um Nelson Freire ou um Horowitz...Sou a favor do estudo dos dois universos, mas tem uma hora que o sujeito vai escapar para um lado e vai se identificar e se destacar no caminho q escolheu...Se escolheu o caminho do popular e sentiu tesao e tem jeito pra coisa, então é só entrar de corpo e alma que a competência e a respeitabilidade virão na hora certa, porém, se o músico escolheu o caminho do piano clássico e ta curtindo e leva jeito pra coisa, que siga em frente e dê o melhor. Se puder ser expert em um ramo e souber (der conta) de se virar nos trinta no outro ramo por necessidades de ganha o pão de cada dia, é lícito e lúcido também atacar nem que seja superficialmente (temporariamente) nesse ramo secundário alternativo. A necessidade atiça e excita aprendizagens específicas e localizadas.




"Toda minha escrita é um exercício de lucidez". (João Cabral de Melo Neto).
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www.myspace.com/joevancaitano
Joevan Caitano é mestre em musicologia pela UFRJ e convidado a doutorar pelo depto de Musikpädagogik na Ludwig Maxmilian Universität em Munique...(aguardando bolsa)...pesquisa a ser desenvolvida: “CURSOS DE FÉRIAS PARA NEUE MUSIK EM DARMSTADT EM 1951: ANÁLISE DOS ASPECTOS MUSICAIS E PEDAGÓGICAS E POSSÍVEIS CONVERGÊNCIAS COM O PENSAMENTO DE HANS JOACHIM KOELLREUTTER”.


 

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