“No mundo tereis aflições mas tendes bom ânimo porque eu venci o mundo” (Jesus Cristo);
“Quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco ou morrer na solidão (...) se o bem e o mal existe, você pode escolher, é preciso saber viver” (Roberto Carlos);
“Na minha opinião, isso é dupla traição” (Djavan)

O filme “Duros em Paris” mostra a história de dois filhos que desacataram a autoridade do pai e o mesmo resolveu dar um castigo enviando-os para Paris com apenas 7 euros para passar 7 dias. No primeiro dia foi tudo meio esquisito, mas aos poucos eles foram fazendo contatos, conhecendo lugares e pessoas e articulando estratégias de rentabilidade financeira via improvisação para sobreviverem naquela aventura na selva parisiense. Entre trancos, micos e barrancos eles conseguiram e voltaram para casa cientes da missão cumprida.
Há mais de 2000 anos, Jesus contou a parábola dos talentos. Nela ele assinalou que um Senhor, dono de uma empresa de uma cidade do interior, inspirado no programa “No Limite”, e que havia promovido um concurso, após submeter todos os candidatos as provas discursivas, provas de línguas estrangeiras, entrevistas, prova de títulos e análise de currículo, selecionou 3 candidatos para a prova prática para testar o QI, QO (quociente emocional), a capacidade improvisativa em condições adversas e nível de resistência sobre pressão total. Para um deles, ele deu 10 reais para passar 10 dias no Rio de Janeiro, para o outro, 5 reais para passar 5 dias na selva carioca, e para o terceiro candidato, ele deu 1 real para passar apenas um dia na cidade maravilhosa.
A comissão de admissão deixou os 3 candidatos as 6h da manhã em frente os arcos da Lapa, centro do Rio de Janeiro, cada um com uma carta de recomendação da Firma, com endereço, telefones , e-mails e assinada pelo chefe e disseram: “se virem! A bola está com vocês! Boa sorte“.
O candidato com 10 reais era músico e mapeou tudo em redor, e as 7h da manhã já foi se enturmando com os alunos da Escola de Música da UFRJ e entre papos e chavécos, ele conseguiu um violão emprestado e durante 7 dias, ele fez demonstrações musicais pela LAPA e praças do Centro do Rio, multiplicando aquela quantia fornecida pela firma, sendo possível se alimentar dignamente no bandejão de 1 real da Central do Brasil e dormindo na casa de outros músicos da EM. O segundo candidato com 5 reais, e era de família de evangélicos, porém, tinha trejeitos efeminados e se fingiu de gay e foi logo procurando a Igreja Cristã Contemporânea. Chegando lá, foi recebido com generosidade e após uma longa conversa, foi efetuado a inclusão da irmandade que foi convidado a participar de trabalhos comunitários, auxiliando diáconos, pastores, etc, recebendo cama, comida , colchão e unção. Após os 5 dias, ele recebeu uma oferta de amor e pode retornar para a cidade natal com segurança. O terceiro candidato, que possuía apenas 1 real, era ex viciado em drogas. Ao desembarcar na Lapa, ele caminhou rumo ao Catete, Largo do Machado e com a quantia que tinha, pagou a subida de moto-táxi para um dos morros cariocas. Chegando lá em cima, ele sentiu o cheiro do bagulho e foi excitado-atiçado até os instintos mais primitivos, negociando a compra dos entorpecentes. Via conchavos de outrora, ele comprou, usou, mas se endividou e não tinha como pagar. Daí o dono da boca de fumo, fuçou a roupa do corpo daquele infelizado e descobriu a tal carta de recomendação emitida, carimbada, como telefones e e-mail e assinada pela Firma do Senhor Fulano de tal. Então o traficante ligou para aquele chefão e explicou a merda toda que aquele candidato a empregado havia feito, dizendo que ele devia um montante exorbitante, e se a firma pagaria aquela dívida. Então aquele Senhor respondeu: “Não podemos nos meter nisso, porque é problema dele. “Só demos a ele um real para testar a capacidade dele, e além do mais, são três candidatos para apenas duas vagas, preciso eliminar um mesmo, então, deixo com vocês agora a decisão do que fazer com esse vagabundo“. Então o dono da boca de fumo disse: “Servo mau e infiel, sob o pouco foste infiel, portanto, até o resto lhe será tirado“. Então puseram ele de quatro (dogystyle) e fizeram-o de brinquedinho sexual via fortíssimas estocadas, tirando-lhes as pregas anais. Depois, amarram-o num pneu e puseram fogo. Após o ato mortífero carbonífero, eles tiram-lhe a arcaria dentária para que não houvesse reconhecimento da infidelidade monetária.
Os outros dois candidatos, voltaram e foram admitidos com louvor pela firma, porque o terceiro candidato não retornou e ninguém soube do paradeiro. O chefe soube, mas ficou quietinho para não se queimar com o tráfico, no entanto, a equipe de admissão e os dois candidatos ficaram boiando, procurando e consolando os familiares daquele mancebo infiel.

Confiscando a Internet. Um estudo de caso

“Estais no mundo, mas não sois deste mundo” (Jesus Cristo)



Após um período de interações afetivas, um casal de amigos coloridos resolve ir prá cama. Após as idas e vindas do amor e do sobe e desce de louvor, a mulher atinge a supremacia do gozo, chegando ao coito, entretanto, possuída por delírios de júbilo, ela agarra o jovem rapaz e brada vigorosamente em seu ouvido: “Agora você é meu”. “Hum? O que? Como assim? Cadê o recibo de compra e posse? Por acaso concedi alguma escritura de bens corporais?” Questionou aquele mancebo.

A transa acabou, mas aquela discussão frenética se prolongou, visto que, aquela mulher alegou que para ela, sexo implica em compromisso. Mas o felizado discordou dizendo que relação sexual não se resume apenas no ato penetrativo e gustativo, mas vai além disso, porque toda relação e seus desdobramentos acadêmicos, profissionais, religiosos, amistosos pertencem ao âmbito da sexualidade humana e que compromissos estabelecidos forçadamente corrompem a divindade de uma relação saudável. A beleza e a profundidade de uma relação é testada quando ambas as partes não se preocupam com nomenclaturas afetivas, nem com datas que indicam um início pré-estabelecido. Relacionamento aberto é um boa alternativa disse aquele jovem filósofo do amor.

Entre discordâncias regadas a “tapas e beijos” aquela relação discreta/frenética continuou, até que um trágico e lamentável acontecimento pôs fim aquela novela. Movida de fúria e ciúmes, aquela senhora procurou outro brinquedinho, porque, como boa fogosa, não conseguia viver sem aquilo. Então Deus enviou o precioso maná do céu em forma de bisnaga celestial, então ela voltou a saltitar de júbilo, no entanto, antes do primeiro novo ato sagrado, ela disse: “eu vou fazer, mas tem que ser sério“. Mas o que é seriedade afetiva? perguntou o segundo felizado. “Porque procuro um amor que seja bom prá mim, vou procurar, eu vou até o fim” respondeu ela. O sexo tem que vir regado com outros pratos num cardápio, etc, etc. “Quer dizer que sua tese afetiva é: Transo, logo prendo. Penetrou, aprisionou “ retrucou zuando aquele rapaz.

Entre discordâncias e longas pausas afetivas, uma relação suspeita, colocou em processo de desagregação ética aquela mulher, que ao ver um novo afeto, se posicionou eretamente e impulsivamente diante dos dois afetos e solicitou: "Fulano! Não vai apresentar sua nova namorada?" Quero conhece-La. Ambos ficaram em silencio e não houve representação, nem tampouco, apresentação, pois aquele que apresenta um novo afeto para complicados afetos, dá condições para infiltração e desagregação do novo afeto. “Por que será que aquela fulana fez tanta questão que você me apresentasse para ela? Rola amizade quando alguém força o outro a apresentar para outro(a)?” Nunca vi isso disse questionou aquela jovem filósofa com a anteninha ligada

Passado aqueles momentos patéticos e tenebrosos, o jovem Dom Ruan, envia um e-mail dizendo: fulana! Por gentileza, não me aborde mais daquele maneira, pois tal ato se constituiu em invasão de privacidade e falta de bom senso, pois nenhum tipo de relação deve ser forçada, mas deve acontecer normalmente e relax-mente. Por favor, devolva o meu CD que está contigo, pois precisarei dele. Então ela respondeu sarcasticamente usando um vocabulário jurídico: “Prezado fulano! O seu CD foi confiscado, visto que fui lesada afetivamente. A lei do uso capião me concede o direito de apossar-me dele. Caso queira tocar adiante o caso, entre na justiça e lute pelo seu CD”.

Aquele jovem deu uma rizadinha e efetuou uma navegação pelo mundo da net, porque dizem as sábias línguas que se o Google é o meu pastor, nada me faltará. Entrando no programa E-mule, ele encontrou o CD disponível e retornou: “Amiga! Fica com o CD e faça bom uso. Não esqueça de ser generosa e tire cópias para quem necessitar, pois acabei de baixar na net. Beijos virtuais”.

É possível alguma lei de retenção competir com a lei da internet? É possível fazer birra diante do Google? É possível afetar o outro com o uso CAPIÃO diante do CAPITÃO mundial informativo chamado Internet? Tentar brigar com a internet, é como tentar apaziguar o sol com a peneira, ou como cortar o fio condutor da sexualidade que é uma teia que se refaz a si mesma.

Se esta história for verídica, creio que esta jovem assimilou bem a frase de Jesus: “Estais no mundo, mas não sois deste mundo”. Onde ela estava? Talvez, dentro de um ônibus sem ar condicionado, no começo da BR-DUTRA entre 17h e 20h na véspera de feriadão de natal-réveillon ou carnaval.

UM CHÁ DE CAMILA CAMOMILA (nova mestranda na EM-UFRJ)

“Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou, nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer; todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou. Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa é de quem quiser, quem vier, a festa é sua hoje a festa é nossa é de quem quiser (Pedro Valle e Marcos Valle).”

“Quero trazer a memória aquilo me traz esperança (IB Lagoinha).”

Hoje (quinta feira) 21/10/2010 por volta de 21h, eu e a Dani estávamos comendo pizza no Amarelinho na Cinelândia, e entre aqueles afetos interativos ouço o meu celular cantar: Era a Camila Petroni que com empolgante tom vocálico bradava energeticamente:“Joe! Passei na prova de admissão do mestrado, to feliz padinho, agora sou mestranda...consegui...hehe“.. “Tô muito feliz e esperançoso com seu futuro eu respondi”.

Tudo começou quando numa bela manhã ensolarada de domingo (julho de 2009), por acaso, eu resolvi almoçar no Big Nectar na Tijuca. Terminei de papar e quando fui pagar a conta, subitamente surgiu a Camila com uma “praga” de calouros da Faculdade Batista (STBSB) e resolvi fazer companhia enquanto eles degustavam os pratos dominicais. Papo vai, fofoca vem, e a Camila me solta que tinha graduação em fisioterapia por uma Universidade de Cuiabá e que havia estudado piano no Conservatório de lá. Daí eu joguei: porque você não pensa em fazer mestrado misturando alguma coisa na área de saúde e educação? Na UFRJ tem uma doutora formada em musicoterapia que vai adorar te conhecer. A Camila se interessou de cara, e foi me perguntando tudo, e eu boca solta fui ensinando os macetes para chegar na cara do gol. Samuel e Celso ficaram zoando que eu era o Senhor dos Anéis, mas ninguém entendia parábolas naquela mesa de ceia herética-erótica.

Camila atiçou sua parabólica energética e entrou dentro de campo a 250 km por hora e Gisele Batista entrou a 70 km por hora. Camila saiu lendo tudo, empolgadona e Gisele parecia peixe morta (só parecia). Na véspera das provas, Gisele acelerou porque poupou energia no começo da corrida e Camila foi murchando, murchando, murchando e disse: Joe! To fora...não vai dar porque não tenho mais força e meu corpo boicotou. Camila atuou como uma pessoa que nunca tinha ido a um self service e quando viu a variedade de opções, saiu colocando tudo e quando veio as sobremesas, o corpo vomitou tudo. Ela não se divertia, só estudava, lia, fazia um montão de disciplinas de música sacra, de teologia, trabalhava na igreja, dava aulas particulares, prestava serviços fisioterápicos voluntários e ainda fazia 3 disciplinas como aluna especial no mestrado na UFRJ. Loucura excessiva total. O corpo fala, e falou igual a mula falou para Balaão.

Não deu outra: Gisele poupou, acelerou e passou e Camila acelerou, murchou e brochou. Tentei apelar para meus orixás para ver se eu levantava-a; clamei aos deuses para enviar um Viagra feminino com chá de camomila, mas não deu. Fiquei puto e mandei um e-mail para a Stella que era professora de piano de Camila Camomila explicando que ela deu mole ao desistir com a faca e o queijo na mão, após ter feito um semestre de aulas, ter se entrosado com os professores e ter uma boa proposta de pesquisa. Daí a Stella me respondeu sabiamente e mansamente:“Joe! Uma fruta que amadurece rapidamente apodrece rapidamente, fede e cai. A Camila precisa passar por algumas fases, experimentar alguns ritos de passagens que ela ainda não passou, e com certeza na hora certa (time dela) estará com seu fruto no ponto certo. É só uma questão de paciência que ela vai chegar lá”. A preta tem razão porque essas coisas são como o amor que não pode ser algo forçado porque senão vira tédio e esfria rapidamente.

E a profecia se cumpriu em 2010, pois Camila viajou de férias mas, voltou mais relax, mais viva, mais determinada, mais leve e pronta para se divertir na estrada da vida. Estudou educadamente, sistematicamente e inteligentemente valorizando a qualidade ao invés da quantidade, por isso, tentou novamente e passou. Além dos estudos musicais, ela vem estudando inglês e italiano visando ampliar os horizontes investigativos epistemológicos.

Não sou casado, nem tenho filhos, mas hoje me senti como um pai que viu a filha nascer, crescer, entrar em crises, TPMs, chutar o balde, mas que foi notificado via telefone que havia passado no vestibular e tava feliz. Me emocionei ao lado da Dani ao ouvir da boca camomila:“Padinho, hoje sou mestranda e a minha alegria é a sua alegria”.

Quando os pais são plantinhas querem que os filhos sejam árvores lindas, frutíferas e frondosas. Camilinha! Parabéns. Você é a força que excita meu Deus...Bola pra frente rumo ao doutorado e pós doutorado, porque 2011 será a vez de Leandro Santos de Moraes, Diogo Rebel e do gênio André Codeço (trindade poética criacionista musicálica). Nesses três eu voto para pós graduation UFRJ-2011.

Um abraço paterno acadêmico

Joeblackvan

FILOSOFIA PARA TODOS (Espinosa e os afetos)..dia 28 de outubro na FE-UFRJ.

DATA: 28 DE OUTUBRO (QUINTA 18h30) no auditorio do CFCH na faculdade de educacao da UFRJ na praia vermelha. Avenida Pasteur, 250-URCA.
Entrada grátis.
Durante a palestra sobre Espinosa, o professor Reuber Gerbassi Scofano, estará comentando o filme DERZU USALA de Akira Kurosawa e dialogando com musicas da MPB. Para Reuber, a filosofia deve ser como self service: um pouquinho de Platão, uma pitada de Kant, uma saladinha de Nietzsche, um molho de Heidegger, uma colher de Descartes e por ai afora...o importante é saborear sem estrapolar e vomitar.
qualquer duvida, favor enviar um e-mail para o palestrante dr. prof Reuber.

reuber gebarssi (FE) ;

A COR DA UNHA DO ELEFANTE

“Deus criou: macho e fêmea os criou”; (Deus no paraíso judaico sacerdotal)
“E Deus ficou rindo esperando o elefante falar como a mula falou“; (Deus na linha do Equador).


Houve um encontro ecumênico para discutir o “problema” da homossexualidade à luz da Bíblia e seus desdobramentos como: direitos, casamento, adoção de filhos, luta de espadas nervosas e relações íntimas. Para isso, foram convidados um teólogo de direita confessional, um filósofo e teólogo de esquerda, um pastor, uma ovelha, uma mulher, um mala fala e um porra louca. Cada um tentou expor seu ponto de vista, no entanto, quando se toca na ferida de Deus, fica difícil haver dignidade na diversidade de expressão e exposição.
O teólogo confessional e a ovelha se aliaram ao mala fala e os três disseram ao pastor contemporâneo que é impossível embasar uma proposta homossexuálica a luz da palavra divina, visto que, o livro de capa preta é literatura de estrutura social judaica e que Deus criou macho e fêmea, porém, o teólogo de esquerda justificou nietzschianamente que a Bíblia é o livro mais sujo e mais contraditório que existe no planeta e usou a mesma para dizer que Deus não faz acepção de pessoas. Mas como bom crítico que era, ele sacou que o Deus que não acepciona pessoas não é o Deus pessoal, mas é aquele que Espinosa nomeou como SUBSTÂNCIA, portanto, todos nós somos módulos advindas desse todo substancial, por isso, é impossível ser salvo ou ser condenado por ele, porque tudo está nele.
Tudo ia muito confuso, in-dialogável, pois o pau quebrava, até que o mediador se lembrou do porra louca silencioso e parou os ataques para pergunta-lo: “Senhor porra louca! O qual sua opinião e proposta diante disso tudo?” Então resumidamente e diretamente ele respondeu: “Cu e buceta não se discute, mas se limpa e se guarda ou limpa-se e dá-se. O problema do mito de Sodoma e Gomorra, foi porque os bofes tentaram agarrar e fuder os anjos, daí Deus mandou fogo e matou geral. Sodoma e Gomorra é uma lição de que não devemos tentar fuder a mulher do chefe, nem tampouco agarrar e sacanear os filhos ou filhas dos nossos chefes, porque pode dar rolo, caso os arriscantes não dominem a arte do sapatinho. Quem ta preocupado com os pecados e santidade das pessoas é o Deus discurso político, porque o Deus mistério é deleuziano/proustiano/foucaultiano/transsexuálico, por isso, ele ta lixando e cagando para as orgias e manias das pessoas, aliás, não duvido nem um pouco que nas horas vagas ele também brinque de cavalinho com o arcanjo Gabriel, arcanjo Miguel, querubins e serafins, porque o Diabo e a mulher terão a Sodoma e Deus e os homens terão a Gomorra e ambos, serão uma só carne na geografia carnal/espiritual/ metafísica/virtual. O problema dos debatedores é que eles estão se preocupando com a cor da unha do elefante, ao invés, de focar o interesse no marfim sagrado do elefante“.
Então, antes que houvesse uma catástrofe, o mediador pediu que se encerrasse com uma oração ao Deus desconhecido. E não houve amém, nem tampouco arrependimento por parte dos ladrões da direita, mas viu-se sangue e vinagre nas bocas paradisíacas de esquerda. Então, Deus ficou no meio, rindo de tudo e esperando o elefante falar como a mula falou.

Histórias afetivas de um mau hálito.

“A minha vida é o relato de uma vocação; é a história de uma aprendizagem” (Marcel Proust).
“A nossa vida precisa ser um pouco mais perigosa” (Friedrich Nietzsche).

Um internauta que se tornou leitor fiel de meus escritos, ficou desapontado e hiper chateado ao ler um artigo de minha autoria que contava a história de uma amiga que teve problemas afetivos devido seguir fielmente as regras dogmáticas em nome do amor. Ele respondeu armadamente dizendo: Senhor Joevan! Existe 99, 9% de eu ser quase um irmão para a tal sua amiga e você expôs ela, precisa pedir perdão a ela (....blá, blá, blá, blá) você inconfiável, descarado, descontextualizado, contou segredos e teve a coragem de citar um versículo do Antigo Testamento para defender sua imoralização poética . Ao finalizar, ele sugeriu “sarcasticamente” que eu escrevesse um artigo falando sobre a minha primeira vez, mas que não valeria eu mentir dizendo que arrebentei.
A tal amiga pode ser verídica ou fictícia visto que não há sinalizações de nomes e codinomes e todo texto é polissêmico dando margem á várias interpretações, bem como este relato sobre minha aventura também pode se constituir em pura inventividade em prol de uma comedialidade visto que não há uma testemunhas que viram o fato, ou pode ser encarado como realidade-veracidade dependendo do nível de credulidade de cada leitor. Cada um deve reagir de um jeito.
Era meados de julho de 1993, e eu morava numa cidadezinha do interior da Transamazônica no Pará. Viajei com meus pais e a galera da igreja para um congresso na cidade de Itaituba-Pará. Na caravana, estava uma jovem bem mais velha que os demais, pois ela tinha 36 anos e era meio porra louca. Eu tinha meus 13 anos e tive vontade de dar uns agarros nela, pois até aquele momento, eu nunca tinha beijado na boca e apenas imaginava como seria o sabor adocicado bucálico. Eu e meus amigos treinávamos incansavelmente e sistematicamente nas mãos, no braços, mordendo maçã ansiando freneticamente aquele ato mágico e sagrado.
Após a missa (culto) no último dia do congresso, marquei com ela prá dar uma saída em off. Deixei meu violão com um colega e vazei rumo ao desconhecido. Paramos na beira Rio Tapajós, numa avenida deserta e ali fiquei olhando pra cara dela imaginando como seria o gosto de um atracamento línguálico. O silêncio foi intenso e faltou palavras. Mas num vácuo súbito, aquela coroa avançou como uma cobra NAJA venenosa e mordeu minha boca, língua, dentes, chupou tudo que eu quase morri sufocado devido a ferocidade, a impetuosidade afetiva e pelo fluxo monstruoso de mau hálito que emanava daquela fenda vocal que mais parecia um dragão do que uma alma feminina.
Enfim, fiquei muito traumatizado, mas ligado, pois aquela morena era uma puta e dava prá todo mundo diziam as más línguas, no entanto, ela passou a mão em tudo e então, eu entendi a força transgressiva diante das muralhas que era o meu corpo: o Templo do Espírito Santo de Deus.
Eu estava acabado e assustado, porém, feliz e só restou-me retornar a hospedagem. Quando eu estava chegando na rua da hospedaria eclesiástica, vi os portões fechados, então eu e aquela “vadia” pulamos silenciosamente as grades do paraíso. Quando saltei, avistei minha mãe e meu pai sérios. Minha mãe tava puta de raiva e já foi logo me esculachando e perguntando porque eu havia saído com aquela VADIA. Daí meu pai um pastor Batista bem tradicional deu a louca e fez uma breve intervenção dizendo: “Deixa o menino aprender com a vida“ (ele disse que casou virgem aos 45 anos...kkk)...rs...e aprendi mesmo...beijei outras bocas, com outros sabores e vi que tudo é relativo e nem todas fedem a bicho do mato.
Não arrebentei na primeira vez, por que fui arrebentado, mas mapeei o caminho das pedras, porque “a primeira vez é a vez da inexperiência” dizia Marcel Proust. Deu frio na barriga quando tive que tocar meu instrumento musical pela primeira vez em público. Gaguejei quando tive que falar em público pela primeira vez. Fiquei com sentimento de culpa quando eu fui penetrar meu pênis pela primeira vez na vagina (cu ou boca) de uma amada. Derrubei a comida de bordo quando viajei pela primeira vez de avião em 1996 entre Santarém-Manaus. O mundo caiu ao meus pés quando gozei via masturbação porque a catequese me acusou satanicamente. Deu pane na mente quando tive que falar em alemão durante uma entrevista no escritório CNPQ em Brasília visando bolsa pro doutorado na Alemanha. Deu merda quando eu perdi a linha em determinadas relações amorosas arriscadas. Por isso digo aos internautas: “A glória da segunda casa, será maior do que a da primeira“...Tente outra vez...“Um novo tempo, apesar dos perigos, estamos na briga, estamos na luta, prá sobreviver (...) prá que a nossa esperança seja mais que a vingança e que seja o caminho e que seja de herança“ (Ivan Lins).
O Senhor é o meu Pastor, por isso, nada me falta, porque não me falta as oportunidades para arriscar, não me faltam as coisas prazerosas que a vida oferece, bem como não me faltam as coisas ruins e a periculosidade cotidiana porque há vales escuros sem luminosidade, mas nessas horas e lugares o Senhor é o meu pastor também porque tudo está em Deus e vem de Deus. Não me falta a promessa futura e não me falta a força de perdoar porque o perdão é o força lutadora contra a irreversibilidade do passado.
Bola prá frente...a nossa vida precisa ser um pouco mais perigosa (Nietzsche).

Um abraço e missão cumprida atendendo ao pedido do querido internauta.
Pedi e dá-se vos- á.

Quando os manequins nos machucam

Qual a sua idade? Tenho todas as idades da vida humana (Edgar Morin)


Uma mulher vinda de família cristã e toda certinha, namorou, noivou e casou conforme os pais e o sistema queriam. Antes do casamento, ela foi ao ginecologista e ele abriu a fenda sagrada e disse: não tem nada minha filha. Você tem quantos anos? 26 de idade. O que? Vai embora correndo e dê muito porque ainda ta tudo fechado e você pode perder a curva potencial da vida, porque há tempo prá tudo; tempo prá amorizar e tempo de brochar. Mas a pressão familiar e eclesiástica fez ela esperar o casamento que segundo Nietzsche, não passa de uma licença pública para se fazer sexo.
Ela e o marido tinham idades bem próximas e eram adestrados por “Deus“, porém, aquele casamento que parecia ser divino começou a ficar sinistro porque dentro das quatro paredes e na interação afetiva do dia a dia as coisas não funcionavam como deveria ser, porque aquele manequim que os pais, os parentes, a igreja, amigos e pastores colocaram, começou a machucar, fazer calos, feridas sangrentas e dolorosas por todas as partes do corpo.
Enfim, não deu outra, aquela relação se desfez e ela ficou no vácuo existencial se sentindo um lixo, porque a casa caiu e consigo veio os escombros retóricos de todos os lados. No meio daquela agitação depressiva, um cara bem mais novo entrou na vida dela e ela renasceu das cinzas. Estava igual Lázaro na cova, pois há muitos dias ela estava enterrada, sufocada, indefesa, mas através de um sopro inesperado, foi sacudida na raiz fazendo-a experimentar a alegria na raiz.
Quem olha os dois juntinhos na estrada da vida, fala: “É a tampa e a panela; eles se entendem; eles são a pura vivacidade em forma de afeto e interatividade“. Aquele manequim de outrora deixou marcas e cicatrizes, mas um novo manequim fora da moda sistemática foi enviado, e ambos, por livre e espontânea vontade vestiram subversivamente do manto arriscado, mostrando a todos o luxo da fé que é maior do que os dogmas, palpites, clichês, porque a medida do amor é amar sem limites dizia Santo Agostinho.
Realmente e visivelmente, eles são a prova da profecia de Ageu 2 versículo 3: “A glória da segunda casa será maior que a da primeira”.

Histórias de um MM (ministro de música) ruim de jogo

Escrevo em forma de parábolas, porque sou um satélite filosófico que capta poeticamente os babados na AMBB (Joeblackvan)

Em plena multiplicidade e velocidade do século XXI, um jovem músico que durante muito tempo trabalhava voluntariamente avisou ao diretor (a) de música de uma igreja que por motivos de véspera de vestibular ele se ausentaria dos trabalhos musicais daquela comunidade de fé para focar nos estudos para atingir um determinada meta: ser aprovado no curso X cujo a concorrência é altíssima. Então, insensivelmente e duramente, o líder disse na cara de pau usando os mesmos clichês idiotas e castrativos: “Você vai trocar Deus pelos seus projetos pessoais? Você não pode servir a dois senhores. Ou serve um ou outro“. O jovem rapaz, ficou triste, porém, manteve a determinação e se ausentou para se preparar e se concentrar devidamente. Fez a prova, entretanto, não obteve a pontuação necessária para a aprovação. Ao retornar aos ensaios voluntários naquela comunidade de fé, após aquele ato heróico vestibulático, o ministro (a) cruelmente lançou uma “maldição” em nome de Deus ao afirmar publicamente e expostamente: “Viu? Não deu prioridade a Deus, por isso, Ele o castigou impedindo sua aprovação no vestibular“.
Todos ficaram enfurecidos, no entanto, mesmo entristecidos e munidos de desconfiometro questionaram se Deus também não se manifestaria nos nossos projetos e sonhos pessoais. Então começaram a cantar para aquele jovem querido e guerreiro, porém, amaldiçoado: “Se tentaram matar os teus sonhos sufocando o teu coração, se botaram você numa cova e ferido perdeste a visão, não desista não pare de crê, os sonhos de Deus jamais vão morrer, não desista! Não pare de lutar! Não pare de adorar! Levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando os teus sonhos e a tua visão. Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação“.
Nada mais divino do que ser bom de jogo e ter uma equipe parceira que nos dê ao luxo de poder se ausentar com segurança em pleno um domingo para ir ter um encontro com Deus numa praia. Nada é tão divino quanto acordar num domingo, ir a feira da Glória ou feira hippie de Ipanema e depois estudar com a barriga cheia porque eu também tenho sonhos que estão além das quatro paredes de uma igreja. Por isso, Nietzsche dizia sabiamente: “O diabo é o descanso de Deus a cada seis dia”.
MORAL DA HISTÓRIA: o instrumentista guerreiro disse: posso nao fazer o gol, mas tô (estarei) sempre em campo chutando e tentando.
E o diretor (a)? Deve tá fora de campo ou sendo forçado a sair de campo via cartão vermelho, exceto, se houver arrependimento bebendo do chá de metanóia (unçao do bom senso flexivo).
 




Abraços: Joeblackvan

A PARÁBOLA DO CELULAR MISTERIOSO

A parábola do celular misterioso

Uma pessoa envia uma mensagem que misturava três histórias paralelas, porém, desconexas abarcando celulares, resenhas e roubos. Ao ler e reler a mensagem, o receptor levantou a seguinte questão: “será se eu entendi alguma coisa do que li ou será que sou burro demais para mapear os mistérios do reino das maracutagens poéticas e retóricas“? Sabiamente ele solicitou uma segunda leitura de outro analista, pois um texto dá margem à várias interpretações dizia Nietzsche em seus aforismos sobre hermenêutica. O segundo leitor leu vagarosamente, porém, fazendo uso de um desconfiometro para captar as nuances ideológicas por detrás daquela manobra de linguagem truncada e chegou a seguinte conclusão: “Mensagem subliminar estratégica afetiva, entretanto, com falta de clareza e habilidade artística para a dança das palavras“. O que devo responder numa situação dessa? "Deve-se ficar em silêncio ancorado na força do niilismo nietzschiano, meditando na vontade de nada, pois as carências possessivas-demoníacas-obsessivas expõe um ser humano a dizer coisas que até mesmo Deus duvida" ressaltou o outro intérprete.
Pedistes e não recebestes porque pediste mal diz o texto bíblico. Pesado fostes e achado(a) em falta.


 

Copyright 2007 | Blogger Templates por GeckoandFly modified and converted to Blogger Beta by André Monteiro.
No part of the content or the blog may be reproduced without prior written permission.