Uma oração ao Deus que dança (dedicado à Michele Viégas)

(Prá Michele Viègas. Aquela que foi ao Kuwait e voltou)
“O Senhor guardará chegada e a tua saída desde adora e para sempre pois tudo é cíclico no universo em expansão“.

Nosso Deus, nesta noite nos damos ao luxo de te chamarmos de Paizinho e Mãezinha porque você cuida de nós. Muito obrigado porque a Michele voltou cheia de energia e alto astral como sempre trazendo consigo o varão Arturzinho. Acreditamos no Eterno Retorno, isto é, que tudo volta mas de forma de diferente, e a prova disso é que a Michele pintou o cabelo apesar de manter a simpatia original.
Muito obrigado porque ela me ligou as 21h e eu por acaso resolvi atender a ligação sem saber de quem era o número e pude ouvir aquela voz vibrante: Joe! Joe! Sou eu, to no Rio, cheguei. Quem? Michele. Qual delas? Michele sua fã. Vem prá casa agora Joe! (Manda quem pode, obedece quem tem juízo). Obrigado porque o acaso é condição de possibilidade para novos encontros, novas avenidas de relacionamento. Muito obrigado porque ao chegar na casa da Michele, encontrei grandes amigos e parceiros como o Leandro de Moraes (trítono), Leo Gomes (CBRIO), Silvana (advogada indígena), Isabelle Albuquerque e seu japa da CBRIO e outros da IB de Itacuruçá, todos inundados de júbilo, cantando e dançando pois a festa liberta-nos das amarras da opressão cotidiana.
Deus, em tua presença há ressonante alegria; em tua presença, somos fortalecidos pelos laços afetivos. Deus, me desculpe, mas nesta noite nós não acreditamos num Deus imutável, paradão e só de nome (Alá rainha da Inglaterra) como diz as escrituras bíblica, mas nós cremos num Deus que dança porque você é dinâmico como os átomos e partículas que viajam universo afora, por isso estamos felizes, porque você canta conosco quando é preciso e também chora conosco quando o bicho pega. Você canta diariamente como sonidos inexpremíveis: “É preciso saber viver“. Você nos ensina a dançar na beira do abismo.
Obrigado porque comemos o bolo achocolatado e cantamos samba amaxixado baião com muito canto bom mesmo é esse rock embolado. Obrigado porque você quebrantou o coração da Michele pois no chá de panela ao perguntarem sobre sonho de consumo eu me antecipei dizendo: Morar no Kuwait, mas ela retrucou: Tá amarrado Joe...queremos morar na Alemanha (temos um chamado divino para País elitizado, chamados prá Suíça, etc). Michele foi para uma terra estranha, teve experiências significativas, pois a melhor maneira de aprendermos sobre a nossa cultura é se apropriando da cultura do outro. Deus, thank you very much porque ela voltou cheia de novidades para compartilhar.
Apesar de acreditarmos que tu és um “Deus da Night“, da curtição, nós cremos que você é um Deus que cura, um Deus médico, e nesta noite uma parte do coração da Michele está triste, abatido e preocupado pois o pai dela está no hospital e foi submetido à operação devido problemas na próstata. Em meio à esse desconforto da próstata, nos prostramos perante tua potencialidade pois nessas horas, o teu poder se aperfeiçoa nas nossas fraquezas, por isso cantaremos (arranjo do Eduardo Lakschevitz para o grupo vocal Kolina 1999 - 2004):
“Finda-se este dia que meu Pai me deu, sombras vespertinas cobrem já o céu; Ó Jesus querido (bendito) que comigo (conosco) estás, eu (nós) não temo (tememos) à noite, vou (vamus) dormir em paz, em paz, eu vou em paz”.

Por www.joevan caitano
“Melhores no amor, melhores na dor” (Jota Quest)
“Crianças perdidas nas ruas da vida“ (Baiãobrasilbrasileiro de Joe)

Acabo de assistir um filme egípcio chamado “A BANDA” do cineasta Eran Kolirin. Este filme conta a história de uma pequena banda militar egípcia que chegam a Israel para se apresentar num grande evento, mas em razão da burocracia - ou da total falta de sorte mesmo- acabam esquecidos no aeroporto. Ao tentar seguir viagem por conta própria, sendo que apenas o jovem Haled fala inglês fluentemente e os demais emblometion, e nenhum deles entende uma única palavra em hebraico, acabam numa pequena cidade em algum lugar no coração do deserto israelense (“fim do mundo“).
Uma banda perdida numa cidade perdida. Logo são acolhidos pelos amigáveis moradores que, apesar das diferenças culturais, abrem seus corações aos forasteiros. Durante 24 horas cheias de surpresas, a música e o amor criam entre eles uma conexão inesquecível pois o acaso inesperado também é condição de possibilidade para novas experiências, aventuras e aprendizagem.
Jesus ao falar sobre o ministério da hospitalidade e movimento sem teto ressaltou: “Tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber“. Então os discípulos ficaram igual baratas tontas e perguntaram: “Mestre! Essa pergunta é simplesmente complicada. Mas, afinal de contas, quando é que fizemos isso mesmo?” Então o Messias respondeu: “Quando acolhestes os desabrigados, quando destes alimento aos famintos, quando destes cama aos que eram ruim de cama; quando ouvistes o desabafo do outro; quando escutastes a música do outro; quando se alegrastes com aqueles que tinham três pernas (fartura); quando não negastes fogo a quem era fogoso (carentes), etc, etc“. Então todos entenderam a simplicidade do afeto e cantaram “Dias Melhores” de Jota Quest.

Dias Melhores (Jota Quest)
http://letras.terra.com.br/jota-quest/46686/

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

FILMOGRAFIA
A Banda; dirigido por Eran Kolirin; País: Egito; 87 minutos
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4ADFA_pt-BRBR376BR376&q=filme+a+banda+eran+kolirin++%28you+tube%29&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=

Simplesmente Complicado; Nancy Meyer, 120 minutos.
http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/simplesmente-complicado/id/16095

http://www.youtube.com/watch#!v=TpArg_BST2E&feature=related

A Parábola do amigo inimigo

Mene, mene, tequel (Kreuzworträtsel)
Por www.joevancaitano.blogspot.com


Dois amigos bacanas, bondosos e dedicados a vida, se relacionavam via admiração e interação, entretanto, um acontecimento trágico feriu a relação de ambos. Um deles disse para o outro: “Você é um vacilão”. O outro respondeu mansamente: “Mano! Errei. Perdoa-me; lembra te de mim quando entrares no teu reino!” O outro retrucou ironicamente: “Te perdôo, mas quero que você vá para os Infernos“. E a vida continuou para ambos. Um se calou, entretanto, o outro lutou com armas bucais e virtuais tentando alojar o pecador no inferno com o apoio de elucubrações e borrões. Meses e meses se passaram até que através de um simples gesto virtual a ficha caiu para um deles, então aquele amigo percebeu que viajara no mundo da maionese odiosa durante o período de peregrinação no vale de ossos tensos. Então ele lembrou-se da famosa máxima do Capitão América: “Eu devia ter lutado (desgastado) menos e perguntado mais” pois a vingança é como uma mosca que bate com a cara no vidro sem saber que a porta estava aberta. E a relação voltou ao 0 x 0.
O ministério do afeto adverte:
Toda a elucubração amorosa é essencial à saúde, mas toda elucubração belicosa é prejudicial à saúde.

AOS NOSSOS FILHOS (Ivan Lins e Victor Martins)
Veja a letra e o vídeo cantada pela Elis Regina)
http://letras.terra.com.br/ivan-lins/46429/
Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim


FILMOGRAFIA

O Mercador de Veneza
http://www.factoryfilmes.net/o-mercador-de-veneza-avi-download
Lady Jane (França, 2008)
http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&hl=pt-BR&ie=UTF-8&rlz=1T4ADFA_pt-BRBR376BR376&q=Lady+Jane+%28filme%29+2008+fran%c3%a7a

http://www.interfilmes.com/filme_19556_lady.jane.html

Dedicado à Clayton Rêgo Lins e Samuel De Pádua (Samuca ex STBSB)


Puto! Puto! porque me persegues? (Joesaulo).
“Quando você não pode olhar dentro da alma de alguém, tente ir embora e depois voltar”. (Poema de Pasternak)


Há mais ou menos dois anos atrás, num domingo após um culto bem divertido, eu, Clayton, Will, Silvia e Luciana resolvemos reforçar nossa afetividade bebendo a urina de Cristo (cerveja) na casa do Clayton lá na Penha. Quem me conhece sabe que eu sou ruim de copo, pois depois da terceira leva, eu já começo a falar coisa com coisa, no entanto, naquele dia eu tomei todas e fiquei inteirasso, no entanto, o Clayton seminarista ficou muito doido.
Já passava de meia noite quando resolvemos voltar. Pedi ao Clayton que me levasse até o Seminário do Sul. Naquela época eu ainda era patrimônio do Pavilhão XIX. Não sabia se iamos chegar vivos porque o motorista estava bêbado e sair no Rio depois das 00 horas é um risco de vida, no entanto, Clayton além de seminarista, é taxista, policial, cantor e marido nas horas vagas, daí ele pegou uma arma calibre santo e colocou um cinto cheio de balas e fomos para a Tijuca. Quando chegamos lá, fiz questão que ele fosse conhecer meu quarto com suas bagunças que incluía cuecas sobre a geladeira, teclado sobre o fogão, miojo no liquidificador e por aí fora, porque sou errado, sou errante, mas vou vivendo enquanto o tempo me deixar. Quando entramos no quarto, nos deparamos com o Samuel (Grande Sam o Esteta) que estava numa crise sinistra que incluía depressão, não desejo de tomar banho e implicações teológicas pois ele acentuava que o problema do cristianismo é a metafísica. Daí apresentei o Clayton para o Sam, daí já viu NE? Conversa entre um bêbado e um depressivo crônico ...imagine o papo que rolou...
Enquanto o Sam expunha suas decepções e raivas com a existência, Clayton assinalava que eu havia dito que ele (Sam) era um jovem músico, teólogo, poeta hiper talentoso e que poderia ser uma benção na nação brasileira, no entanto, Sam retrucava dizendo que não ia dar não...Mas Clayton insistiu: Porque não vai rolar mano? “Porque eu estou PUTO com Deus, puto com minha família, puto com meu pastor, puto com meus amigos, puto com o Seminário do Sul, puto com o síndico do XIX, puto com minhas namoradas (tinha 4 MSN diferentes e 3 Orkut), enfim, estou puto comigo mesmo pois nada dá certo prá mim, eu não consigo terminar os cursos que começo...tranquei o curso de teologia várias vezes como se trancasse a porta do meu quarto“...O que fazer? Prá onde ir? Quem tem a senha da vida eterna?
Sam via o fantasma da negatividade em tudo, no entanto, basta acreditarmos num fantasma que ele existirá para nós. Penso, logo a coisa existe prá mim. Basta pensarmos em algo, para haver realidade psíquica em nós. A grande questão não é se existe ou não aquele objeto no mundo real, mas o que aquele fantasma representa para aquela determinada pessoa naquele determinado momento?
Clayton ouviu atentamente as histórias malucas de Sam, relatos de culpa, porque aliás, a culpa é um fantasma malvado que nos maltrata incessantemente. Quando o Sam desabafou que estava Puto com Deus, então o Clayton mesmo chapadão, usou de sensibilidade inconsciente e profetizou no Palace XIX: “Somos chamados por Deus para sermos Putos”. Deus nos chama do jeito que somos, do jeito que estamos. Eu venho como estou, eu venho como estou, porque Jesus por mim morreu, eu venho como estou diz a letra de um velho hino cristão. Sam arregalou os olhos e desabou em risos pois aquela palavra inesperada abalou as guaritas mais secretas. Como diz o cineasta sueco Ingmar Bergman no filme ATRAVÉS DO ESPELHO: “Traçamos um círculo imaginário ao nosso redor para afastar aquilo que não faça parte do nosso jogo secreto. Cada vez que a vida rompe esse círculo, os jogos se tornam insignificantes e ridículos. Então, construímos um novo círculo de defesas”. Mas Sam ficou desarmado naquela noite histórica.
Quando o Clayton foi embora, Sam comentou comigo: “Joe, esse seminarista do Longuini é porra louca demais...cara!! Adorei o cara, manerasso bicho...se fosse outro moralista, teria me afundado mais ainda no fundo de meu poço de águas crisicas. Ao invés de ele pedir pra eu orar, ler a Bíblia, encher o saco de Deus, fazer penitências, ele reconheceu meu estado humano, minhas fragilidades, meu clamor, minhas revoltas, minha dor profunda, meus anseios e desejos, meus recalques de seminarista desiludido com tudo“. Nessas horas de choro é preciso chorar com os que choram e cantar: “encoste a sua cabeçinha no meu ombro e chora (...); ame o seu próximo como se fosse você, como se a dor que ele sente fosse a que sente você". Nessas horas é preciso suportar o silêncio da ausência de voz, é necessário ouvir o grito pois no grito há salvação. Não fuja das crises!!! Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o Deus preparou para nós naquele dia de festa e dor, de álcool e doença. Vimos a Glória de Deus ao ver Sam, Clayton e eu morrendo de rir depois da profecia alcoólica de Clayton pois o clima mudou e tudo se fez novo. Sam viu uma luz no fim do túnel, pois a luz é o animal visível do invisível.
Durante a trajetória terrena, Sam errou e acertou, mas na vida, tudo é caminho ou está “a caminho”, como na palavra TAO. Como pensava Martin Heidegger, nunca caminhamos sozinhos, pois o Eu nunca está só na sua experiência do Dasein (ser-estar-no mundo). Durante a caminhada, o mundo vem ao nosso encontro em forma de coisas e escolhas. O filme O curioso caso de Benjamin Buttom nos ensina que a vida consiste de oportunidades que perdemos e daquelas que aproveitamos. Somos a soma de todas as nossas escolhas diz Wim Wenders em Asas do Desejo.
Ter sido velha de Sam, foi um grande achado para mim. Pensei até em escrever uma tese de doutorado sobre a vida de Sam. Seriam necessárias muitas páginas porque Sam foi um cara de cara prá vida, pois em todo momento ele jogou limpo consigo mesmo, como fez Sabine Spielrein, conhecida mundialmente por ter sido paciente e amante de Carl Jung. Aliás Spiel em alemão é jogo e rein é limpo. Spielrein significa Jogo Limpo. A história esqueceu Sabine Spielrein que foi lembrada apenas das crises e momentos afetivos que ela passou com Jung, no entanto, ela fez mais do que isso, pois ela atuou como psicoterapeuta na Creche Branca, escola moscovita voltada para a educação infantil. Ela fez um grande trabalho social lá no início do século XX.
Num dos depoimentos durante o filme “Jornada da Alma” de Roberto Faenza, um velhinho relata que quando ela lecionava nos anos 20, havia muitas crianças, no entanto, uma delas passava o dia todo debaixo de uma mesa com os olhos fechados e com as mãos entrelaçadas. Ninguém conseguia separar aquelas mãos. Sabine não desistia na luta para libertar aquele menino daquele isolamento interior. Um certo dia, ela teve uma idéia genial ao trazer um macaco para tocar um piano de brinquedo. A criança ao escutar aquele som, foi abrindo os olhos paulatinamente e pela primeira vez abriu um sorriso naquela creche. Ao ver aquela cena animal-musical, as algemas que prendiam aqueles dedos foram se derretendo. Sabe quem era aquela criança? perguntou aquele senhor. Era eu. Nunca vou esquecer o que Sabine fez por mim disse ele.
Mesmo que por acaso, talvez a grande sacada de Deus, foi levar o Clayton no nosso quarto, pois a simpatia claytiana fez com que as correntes que aprisionavam Sam derretessem com o passar do tempo. Como ocorreu com Sabine Spielrein, acredito que Sam foi vítima da história, dos colegas que desprezaram e viram nele um caso perdido, isto é, disseram que Deus fabricou-o para ser um herói, mas os acontecimentos fizeram ele se tornar um idiota. Porque eles pensaram dessa maneira? Porque não souberam esperar e recuar quando foi necessário, pois conhecer o outro com profundidade leva tempo e exige feeling. Como diz o poeta Pasternak“ Quando você não pode olhar dentro da alma de alguém, tente ir embora e depois voltar”.
Moral da história: Sam voltou a estudar teologia no Seminário Teológico Betel (teve que recomeçar)...começar de novo (vai valer a pena ...); Sam está namorando com uma linda mulher (musa Adriana) e estão se amando loucamente; Sam é o atual diretor do ministério de música na Igreja Batista em Engenho de Dentro sobre a tutela do grande pastor Marcos Azen (aquele que tem coração e barriga de mãe). Sam é um exemplo de quem deu a volta por cima e reviveu; estava perdido e foi achado; Se trancou mas foi aberto com chaves viventes.
Vale a pena eu lembrar dessa história de angústia e felicidade , pois quem escreve a sua própria história herda a terra dessas palavras diz Godard.

Deixo como reflexão a linda e emocionante canção de Ivan Lins e Victor Martins.
http://letras.terra.com.br/ivan-lins/99567/ (clique e veja o vídeo cantado).


Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...

FILMOGRAFIA UTILIZADA NO TEXTO

Os segredos de uma alma. George Pabst, 1926, Alemanha, 75 minutos.
http://filmesclassicoselivros.blogspot.com/2009/12/segredos-de-uma-alma_28.html


Jornada da alma. Roberto Faenza, 2003, Itália.
http://ekosnanbiquara.blogspot.com/2009/01/jornada-da-alma.html

Freud alem da alma. John Huston, 1962, Estados Unidos.
http://www.archive.org/details/Pfilosofia-freud383-4
O curioso caso de Benjamin Buttom. Scott Fitzgerald, 2009, EUA, 151 minutos.
http://www.rededownload.com/download-o-curioso-caso-de-benjamin-button/
http://yesfilmes.org/2009/01/download-o-curioso-caso-de-benjamin-button-dvdscr.html


Asas do Desejo, Wim Wenders, Alemanha, 1987.
http://myonethousandmovies.blogspot.com/2008/11/as-asas-do-desejo-der-himmel-ber-berlin.html

Através do Espelho, Irgmar Bergman, Suécia, 1961.
http://cinemacultura.blogspot.com/2009/02/atraves-de-um-espelho-1961.html

Spellbound (Quando fala o coração), Alfred Hitchcock, 1945, EUA, 141 minutos.
http://felipe398.blogspot.com/2009/04/download-quando-fala-o-coracao.html
http://www.interfilmes.com/filme_15494_spellbound.quando.fala.o.coracao.html

HELENISMO PIANISTICO. Medo de mulher, medo de ser muito feliz e pirar

HELENISMO PIANÍSTICO
Por Joevan Caitano

“Estava nu e tive medo” (Genesis)
“(...)Medo de Mulher, medo de ser muito feliz e pirar (...)” (Cantora Joyce)
“Não fuja da luta” (Luiz Longuini Neto)

Ontem eu me programei prá sair de casa as 16h, no entanto, me enrolei por besteira e acabei saindo as 17h15. No percurso até meu destino Instituto Goethe Rio, me encontrei por acaso com uma amiga estudante de filosofia do IFCS que não a via há pelo menos 6 meses. Foi emocionante ver aquela jovem pensadora falar de maneira vibrante a respeito das novas conquistas, porque no início deste ano, encontrei-a por acaso num domingo de sol, mas ela estava com uma escuridão interior absurda pois estava abatida devido não ser aprovado na prova de admissão do mestrado. O que fazer? Prá onde ir? Pelada diante de Deus e da vida, o medo do vácuo 2010 fez ela cogitar o retorno a casa de seus pais no interior. Enquanto ela experimentava os dias negros da alma, eu assinalava que havia outros horizontes, há tanta vida lá fora é só abrir os olhos pois os sinais estão por toda a parte.
Ressaltei que esse ano “perdido”, seria um ano de produção e criação pois precisamos ter tempo livre para inventar as coisas. Para fazer algo novo, é necessário dar asas a imaginação pois ela nos fará fugir da rotina imposta pela catequese das muitas disciplinas que temos que cumprir em sala de aula, leituras forçadas e enquadramento coletivo.
Após aquele abraço apertado, a fomos tomar um mate e ela foi verbalizando com muita alegria as suas proezas durante esses meses de novidades intensas, que inclui o aumento da rede de contatos, credibilidade perante os professores, criação de grupos de pesquisas, etc. Fiquei hiper orgulhoso ao ouvir ela falar que está coordenando um evento de filosofia para o final desse ano com a vinda de pensadores internacionais.
As grandes mentes que revolucionaram o meio acadêmico são aquelas que desde a graduação já mexeram nos pauzinhos e mostraram a cara. Fui convidado para tocar nesse evento, por isso, sou impulsionado a compor “Helenismo Pianístico” para homenagear aquela que foi reprovada, porém determinada; reprovada porém, felizada; reprovada, porém tentada porque Jesus foi tentado durante 40 dias e 40 noites, mas Helena está sendo tentada a tentar outra vez há mais de 6 meses; reprovada porém grata porque na vida precisamos obedecer os ritornelos e voltar atrás e dar graças à Deus pelas nossas vitórias e derrotas também porque elas também são condição de possibilidade para novas aventuras.
Quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco, ou morrer na solidão (...) é preciso saber viver...Fazer música é também ( ) PAUSAS usar....Adorar é também silenciar.

Deixo como sugestão de reflexão “conclusiva” a letra dessa bela canção de Joyce e Rodolfo Stroeter. Acesse o Link, veja o vídeo e ouça esta linda música.
http://letras.terra.com.br/joyce/590888/

MEDOS

Medo de sair, medo de ficar
Medo de ir longe demais
Medo de jogar, medo de apostar
Medo de não ter medo mais
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de querer ser feliz
E poder

Medo de esquecer, se comprometer
Medo de encarar e fazer
Medo de mulher, medo de avião
Medo de ter toda razão
Medo de chegar, medo de partir
Medo de querer ser feliz
E conseguir

Medo de negar, medo de aceitar
De sair na chuva e molhar
De não ter vintém, de não ser ninguém
Medo de se dar muito bem
Medo de vencer, medo de arrasar
Medo de ser muito feliz
E pirar...

Medo de viver, medo de falar
De se recolher e calar
De escuridão, de se arrepiar
Medo de parar pra pensar
Medo de trovão, de agitação
Medo de sair por aí
E agir
De se descobrir ou de se afirmar
Medo de talvez consentir
De prevalecer, de se dividir
Medo de subir e cair
De dissimular, de não se agüentar
Medo de ser muito feliz
E pirar...


 

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