Amariles de elevador com Michael Jackson.Um diário mortal.

“Michael Jackson ao chegar ao céu, foi logo perguntando para Deus: Cadê o menino Jesus”?
"Eu acredito num Deus que dança" (Nietzsche).
“Para mim o viver é Cristo (e Bila Canto tb) e o morrer é lucro” (São Paulo e Rainha Amariles).
“ Na juventude, a gente não dá valor ao tempo, mas quando a gente chega na velhice, começamos a valorizar cada segundo” (filme INVASÕES BÁRBARAS).

Ontém, 25 de junho (quinta feira), foi um dia muito agitado e confuso para mim. Cedinho a impressora deu pau, mas nos descontos do segundo tempo, o Sam conseguiu imprimir meu trabalho de seminário de Educação. Na mecanografia na Lapa, houve complicações para encadernar o trabalho, fazendo com que eu chegasse atrasado à aula do mestrado. Saí da aula correndo e engoli a comida durante o almoço, e corri para a escola Corcovado no Jardim Botânico, pois havia agendado fazer o teste de língua alemã ONDAF. Prova cascudérrima, e acabei levando chumbo legal, porém, sou igual o Lula, e não desisto, sou perseverante até a próstata, daí, ao entrar no BUS 409 eu continuei cantando de cabeça erguida: TENTE OUTRA VEZ.
Durante o percurso, meu celular tocou, e eu atendi dizendo: Fala FABÍIIIIIIIOLA. Era a Bila Canto me comunicando sobre o falecimento da vovó dela, nossa amigona e rainha do entusiasmo: Amariles. Disse prá ela, to chegando à minha casa, mas daqui há pouco, estarei aí no hospital BARRA DOR. Chego em casa, tomo banho desesperadamente, e ligo a TV enquanto me arrumo. Tá rolando a partida da semifinal da COPA DAS CONFEDERAÇÕES entre Brasil e África do Sul. O jogo é favorável aos sul africanos, no entanto, com uma bola parada no final do jogo, Daniel Alves decreta morte súbita em pleno tempo normal de jogo. Numa boa, eu tava feliz e tenso, porque minha memória involuntária falava de morte no futebol e morte no BARRA DOR.
Complicações também para inserir créditos no meu celular, devido o sistema estar fora do ar na loja PONTO FRIO, entretanto, uma farmácia bobinha salvou minha pátria. Pego o BUS 234, e Bila canto me diz: Joe! Esquece BARRA DOR, venha direto para minha casa no recreio. Ao chegar lá, o irmão dela, Felipe vem me recepcionar. Felipe Suvinil, é um cara saradão, musculoso, fortão, boa aparência, estudioso, pegador, e jovem com um futuro promissor, como a maioria dos jovens da região da Barra da Tijuca e do Recreio, no entanto, ele parecia um menininho raquítico diante da perda da vovó amada. Pela primeira vez, meu abraço magérrimo, foi mais forte do que toda aquela estrutura muscular. Papeamos um pouco e comentei: Bicho! A vida é muito frágil. Domingo passado estávamos conversando com ela e agora ela tão longe e tão perto devido a nossa recordação. Filipe Suvinil dizia: é Joe, quando eu nasci minha avó nasceu junto, pois ela me criou a vida inteira...tá fóda superar essa perda.
Entro calmamente no apto, e me deparo com a Shirlei (mãe da bila) igual uma barata tonta, juntamente com o cachorro estava totalmente desnorteado e desapontado, por isso, latia roucamente e tristemente. Fabíola Carvalho tava no quarto e parecia que havia tomado um porre da pesada, pois não sabia onde botava as roupas, os sapatos, e me pediu ajuda para arrumar o quarto. O cheiro da avó que dormia com ela, tonteava-a, saculejava-á. Quando amamos alguém, mesmo que haja a separação da morte ou do divórcio, o cheiro permanece por muito tempo. Quem nos separará do amor do cheiro? Se divorciar do corpo é um “pouco fácil”, difícil é escapar da força do cheiro e da lembrança.
Bila canto, vai para a sala e começa a cantarolar algumas canções do Tom Jobim, e alguns cânticos, dentre eles, EM ESPÍRITO E EM VERDADE, MAIS PERTO QUERO ESTAR e outros comigo ao piano. Sentimos uma paz e nos ligamos um ao outro, num ato de garra e profunda adoração, pois nessas horas vale à pena se apegar a qualquer santo, talismã, etc, por isso, naquele momento doloroso, nos apegamos ao santo Dostoiévski porque ele diz que sem arte não há salvação. Bila Canto, com sua voz penetrante, arruma forças de onde não tinha e mantém a afinação, não deixando a peteca cair, chegando com isso ao sétimo céu, no ouvido de Deus. Com a sensualidade sonora, os deuses é quem descem a terra para ouví-la e lhe assegurarem: “Eu sou o guarda de Israel, sou fiel na guarita, e não durmo só para ver sua vovó dormindo” (Salmo 121). Fabíola ria e chorava, fazia uma mistureba total, mas eu dizia: relax gata! coisas de artista; coisas de Fabíola.
Prá dormir, foi muuuuuuuuuito sinistro, pois eu também entrei numa deprê do cassete, e fui encontrar consolo na voz de uma amiga cabeça via telefone. Quase duas horas de papo que me atiçaram para a vida novamente. Cedinho, rumamos para Caxias, destino: CEMITÉRIO CORTE 8 (onde o Judas perdeu as botas). A ficha parecia que não tinha caído para a gente, mas quando eu vi aquele corpo estendido sobre o caixão, meus olhos projetaram um remelexo lagrimal, e eu querendo manter a pose e o mito de homem não chora, chorei quase em off, me questionando: Cadê aquela energia vigorosa que essa velha tinha? Cadê? Cadê? Se foi...perdemos o controle sobre ela. Enquanto chorava, recordava as palavras da Rebeca (nora) sobre a cena da marketeira AMARILES no BARRA SHOPING panfletando e divulgando na cara de pau o show da neta Fabíola, Cristina Biscaia, Vinny Black, e Flávio Ferr e o grupo OS FILHOS DA PAUTA (quase filhos da puta...salvo pelo signo pentagrônico..que tal ler Proust e os signos de Deleuze e as palavras e as coisas de Michel Foucault?). Esse show ocorreu no SHOPING DOWNTOWN no domingo dia 21/06/09 e eu estava lá na primeira fila. Enquanto chorávamos, me lembrava de uma hipótese da amiga Stella Júnia, que aposta que durante o choro diante da morte do outro, estamos chorando a nossa própria morte.
13h15, o padre reza uma pequena missa de corpo presente, os familiares estão abatidos, mas cercados de abraços, carinhos e beijinhos “sem ter fim”, e Bila Canto que não queria ver o corpo, pede para cantar DEUS ENVIOU...E QUANDO ENFIM CHEGAR A HORA EM QUE A MORTE ENFRENTAREI, SEM MEDO ENTÃO TEREI VITÓRIA, VEREI NA GLÓRIA O MEU JESUS (E A AMARILES) TAMBÉM QUE VIVO ESTÁ. Com esse canto, Fabíola profere um ato de respeito para com o próprio medo...medo de ver o corpo inanimado-imobilizado-encaixotado, mas sem medo de ver com os olhos da fé, uma imagem, uma representação mental do sorriso animado que ela visualizava nos braços do Pai. No caixão estava escrito um frase de Jesus: “Aquele que crer em mim viverá”.
14h (sehr punktlich, keine Verspätung to Amariles), o caixão é transportado rumo á cova. Todos caminham lentamente naquele caminho do Getsemâni-Gólgota carioca-caxiniano. A Shirlei mãe da Fabíola e filha da rainha Amariles, caminha aos trancos e barrancos com respiração pesada, lágrimas de filha, no entanto, ela ainda arrumava forças para cantar CAZUZA em interno-off-silencioso: “ Querida Amariles! O tempo passa arrastado só para eu ficar do teu lado ”.
O caixão é colocado na cova, e todos retornam sem o modelo, sem a referência afetiva familiar. Creio que boa parte dos familiares, perguntavam: Como caminhar daqui para frente sem a figura da Amariles? 25 de abril de 2009, foi marcado pela morte viva do modelo, pois Amariles era pura vivacidade e singularidade estilística, pois para ela, estilo não é uma questão de técnica, mas de visão (Proust). Na modernidade, muitos filósofos, incluindo Nietzsche, constataram a morte de Deus, isto é, a morte do modelo. Para eles, era preciso matar o pai, matar a referência. Diante dessa nova situação pós Idade Média, a humanidade começou a se questionar se era possível viver sem Deus. Uns conseguem, porém, outros não conseguem, e outros ainda ficam em brigando consigo mesmo e com o quebra cabeça metafísico. Para onde fugirei do teu Espírito? Se eu vou dar uma barrigada, tu estás lá; se eu vou à praia, tu estás lá; se eu vou à universidade, tu estás lá, se eu vou à igreja, tu também estás lá (na maior parte em forma de gaiolas teológicas e doutrinárias). Quem será o modelo na família da Fabíola? O Fred pesquisador, o Felipe Suvinil, o prof Léo ou a Fabíola Bila Canto? O tempo dirá, mas a música MULHER DE ATITUDE já deu a dica...os anjos já sussuraram o nome da fera, da promessa...Deus sabe de todas as coisas.
Chegamos à casa da Bila e todos vão aos poucos retomando suas vidas. O papo e o sorriso rolam soltos, acompanhado por um caldo verde e um bom vinho. Ambiente regado pela solidariedade e espiritualidade, pois cumprimos nossa função bíblica do chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram. Foi a primeira vez que eu vi uma morte terminar em pizza com todo mundo rindo e chorando, aliás, AMARILES era a RAINHA DO ENTUSIASMO e acreditava num Deus que dança, por isso, foi selecionada para subir de elevador com o Rei do Pop: Michael Jackson (espero que ele não tenha levado consigo o kamasutra kid, pois somente a música, dança e o Quincy Jones tá de bom tamanho). Preciosa é a morte dos seus santos disse o salmista e poeta bíblico. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída desde agora e para sempre.

Abraços
Joeblackvan
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Fecundação Espermatológica! Uma Loucademia de Família.

Fecundação Espermatológica. Uma Loucademia de Família.
Por Joeblackvan www.joevancaitano.blogspot.com www.myspace.com/joevancaitano
“Cada um cria o seu mundo dentro de si, e fica preso nele, e da sua cela ele vê a cela dos outros” (Wim Wenders-Filme Tão Longe, Tão Perto).

Nesse momento, interrompo a leitura de um livro magnífico BEETHOVEN. A música e a Vida de Lewis Lockwood, editora Códex, obra indicada pelo Dr e brother Marcelo Verzoni (grande pianista e gênio do ensino). Minha interrupção se deve ao fato de encontrar no dito livro, uma frase espetacular de Flaubert: “Na sua obra, o autor deveria ser como Deus no universo; sempre presente, mas em nenhum lugar visível”. Sou deleuziano porque para Deleuze, fazer filosofia é andar com um saco na mão e ir colocando dentro tudo que for interessante. Por isso ensacolei o Flaubert antes que eu perca-o de vista. Precisamos ser oportunistas diante das idéias, pois a inspiração é como a morte, que chega pontualmente na hora incerta.
Vivi minha infância na roça, no interior do Estado do Pará, mas quando me tornei adolescente, comecei a paquerar e namorar a música, vindo a me casar com ela posteriormente. Aprendi na catequese sobre a importância do CRESCEI E MULTIPLICAI de Heloim (Deus da criação). Comecei adotando alguns filhos alheios, no entanto, toda adoção comporta dentro de si, uma adaptação e uma moldação que desemboca em mutação. Dessa forma, compreendi o que era fazer arranjos musicais: o bom arranjo é aquele que modifica sem tirar as características genéticas do filho adotivo musical. O bom arranjador valoriza a singularidade sem descaracterizar a obra original.
Apesar de crescer num contexto cristão de apologia a monogamia, quem ama espera, etc, etc, em off eu sempre curti essa onda de poligamia, aliás, tenho raiz afro por parte de pai, e em algumas partes da África é normal ter muitas mulheres (desde que o macho consiga sustentar..hehe). Defendo a idéia de que quando o homem “traí”, ele passa a sentir mais tesão com a mulher principal. O macho é fabricado biologicamente, instintivamente para ter várias mulheres. Por isso, após casar-me na igreja com a música, sob a benção dos pais, pastores, professores, amigos (alguns da onça), gerei alguns filhos comportados, espirituais, “a imagem e semelhança de Deus”, com DNA de adoradores como: PAI ETERNO, REFLEXÃO, ARMADILHA MACABRA, GRANDE AMOR e outros. No entanto, meu instinto falou mais forte e eu me envolvi com a teologia, daí fiz amor com Paul Tillich, Joaquim Jeremias, Karl Barth, Feuerbach, Osvaldo Ribeiro, Edson Fernando, Luiz Longuini, Luiz Roberto, Jürgen Mooltmann, Rubens Alves, Leonardo Boff, John Stott e outros. Outra mulher implica em outra configuração de DNA. Como fruto dessa nova relação, gerei O KAMASUTRA MUSICAL. Foi uma gravidez em off, sem chá de bebê, nem mídia, etc. A barriga cresceu rápido e ele nasceu. Foi apresentado publicamente em 31/05/06 no Coliseu e Vaticano dos Batistas (capela do STBSB). Muitos adoraram o bebê, outros odiaram o bebê e outros moralisticamente disseram: “Música só após o casamento” (rs..kkk). Quiseram matar a mãe e o bebê, mas ambos tinham (e tem) alta imunidade. O bebe, a mãe-pai sobreviveram, pois eram nietzchianos, e pela fé acreditavam na profecia: “Aquilo que não nos destrói nos fortalece”. Como fruto dessa relação gerei outros filhos como: Adoração é cachorrada; Sacrifício de Louvor ou de terror?; Vida e Morte: Tym ou Chak; Um cajado que consola ou Isola! Proibido para pastores, ministros de música, bodes, ovelhas e afins; Jesus no estrebológico e outros.
Continuei minha ampliação afetiva me envolvendo com a filosofia, daí tive muitas relações com Foucault, Nietzsche, Platão, Deleuze, Schopenhauer, Hegel, Schiller, Schelling, Heidegger, Hussern, Sartre, Merleau Ponty, Edgar Morin e outros. Roberto Machado disse que a filosofia até hoje vive gozando nas costas de Platão, pois toda a filosofia no decorrer da história são pés- de- páginas do pensamento platônico. O cristianismo foi o que mais gozou. Frutos dessa relação-gozação, eu gerei muitos filhos exóticos como: O diabo é bom demais; Maysa: espiritualidade em forma de Wisky e Música; Dercy Gonçalves! Uma porra louca mamando no seio de Abraão e outros.
Atualmente estou tendo um caso sério com o cinema e o escritor Marcel Proust, pois todos os dias costumo fazer amor com um cineasta. Já fecundei e fui fecundado por Irgman Bergmann, Godard, Wim Wenders, Spielberg, Werner Herzog, Dziga Vertozi, Fassibinder, Fellini, Antonioni, Resnais, Visconti, Raoul Luiz e outros (a). Já nasceu o primeiro de muitos filhos (espero): JESUS E A GANGUE DE SAMURAIS! UMA HERESIA SEXY CINEMATOGRÁFICA, aliás, foi um filho muito ousado. Mais uma vez pediram aos presbíteros e Reverendo parceiro que cortassem minha cabeça, mas escapei mais uma vez...rs. Podem falar o que quiserem dos meus filhos, mas são meus filhos, gerados de dentro de mim. Todos fazem parte da minha família, e como cada um é fruto de uma mulher diferente, eles possuem características diferentes. Uns são comportados, outros são com cara de crente, outros parecem capetinhas, outros são ousados, políticos, agressivos, etc, etc, mas...são meus filhos e eu amo-os do jeito que são.
Quem deseja criar uma obra de arte diferenciada, precisa desapegar-se dos modelos, precisa se arriscar, aceitando se tornar discípulo de Deleuze, pois “feliz é aquele que vê além do óbvio, além do empírico, além do clichê” (Deleuze). Ir além do normal, é aceitar a morte de Deus constatada por Nietzsche e os filósofos da modernidade, pois se Deus é o criador de tudo, o homem é um babaca e tudo o que ele fizer é uma mera cópia do modelo dos MODELOS. Se Deus morre, o homem passa a ter possibilidades de criação do original, o artista que cria, passa a ser um “pequeno Deus”. Para criar uma obra de arte com características musicológicas/pedagogógicas/filosóficas/teológicas/estrebológicas/heretológicas (etc), é necessário à aspiração de um desenvolvimento do germe criativo, que vai levá-lo a um processo de atiçamento harmônico/ melódico/rítmico ampliando as fronteiras estéticas e formação. O artista é um cidadão de uma pátria desconhecida, pois viajam comunicando a variedade de seus sentimentos. Viajar é ter novos olhos mesmo que seja para as mesmas paisagens. Viajar é ter o novo e não existem regras para criar o novo. Como educador, preciso apontar para a viagem que dá maior intensidade para que o aluno possa expressar artisticamente as impressões e as sensações.
“É preciso ter boa opinião sobre si mesmo para se reproduzir sendo que o filho é a vida; o filho é a afirmação da vida” (filme O declínio do império americano). Cada artista constrói sua família, com muita inspiração e muito mais com expiração-ralação e trabalho árduo. As pessoas têm resistência ao novo, mas o que movimenta o criador é a força da criação, sem ela o artista não vive. O artista é taxado de louco, por isso, ele gera loucos mirins (pequenos hereges estéticos) que habitam e co-habitam dentro da LOUCADEMIA DE FAMÍLIA, cujo, o espaço, visa a fornecer uma aprendizagem significativa (Ausubel) permitindo também uma deliciosa vagabundagem contemplativa (Rubem Alves).
Para Proust, o nosso EU vive morto na vida social, pois nós vivemos como mortos num mundo de mortos. O Eu superficial é o EU social. Quando se entra numa reunião social, o EU morre. Social para Proust é o mundano que obriga-nos a rezar a cartilha e impede-nos de sermos nós mesmos. Proust defende a solidão criadora, porque nela, há o assassinato da censura. “Cada um cria o seu mundo dentro de si, e fica preso nele, e da sua cela ele vê a cela dos outros” (Wim Wenders - Filme Tão Longe, Tão Perto).
Abraços
Joeblackvan
Obs: Casei-me com a arte e gerei filhos com ela porque a arte oferece a estabilidade afetiva que geralmente a mulher não oferece. O ruim da buceta é que a mulher vem junto.


 

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