Divagações sobre o suicídio...

Penso que se uma pessoa deseja se suicidar por não conseguir sentir\ver e co-ver sentido nesta vida, a decisão dela deve ser respeitada, por isso, exercitando o nosso ministério da escuta via silêncio acolhedor, devemos acolher a decisão da pessoa aflita desejosa de pegar o avião rumo ao outro lado da mesma moeda chamada morte. Quem se suicida, comete um ato de heroísmo, pois ela tem fé no escuro que ilumina. Não adianta fazer evangelismo, dar receita de bolo verbal, pois isso é ação\reação de pessoas que só conseguem enxergar valor nesta vida. Teoricamente, pregam tanto sobre os benefícios do outro lado da vida e desprezam tanto as coisas do mundo, mas na hora que alguém tem olhos de gato e enxerga além dos muros do quadrado a estabilidade\comodidade, piram o cabeção e se desesperam tentando salvar o outro da viagem ao túnel do Deus desconhecido. Se aventurar\arriscar\morrer para reviver na dinâmica do cíclico é preciso, se acomodar\ficar vivendo NÃO é preciso. Quem se suicida por perda de esperança neste mundo, é portador de fé e de muita esperança no recomeço numa outra dimensão. Quem escreve sua própria história com sensibilidade, flexibilidade e bravura, herda a terra destas palavras. No livro COISAS DA VIDA –CRÔNICAS, Martha Medeiros nos dá uma dica super valiosa: “Quando alguém lhe der um conselho, você diga que é uma excelente ideia, mas depois faça apenas o que quiser” Tem lógica. Quem é que pode adivinhar o que se passa dentro de nós? Não compensa preservar relações por causa de culpa, ficar imobilizado, temer conseqüências. Vá lá e faça o que tem que ser feito. Sozinho. Porque é sozinho que estamos todos, afinal”. (Medeiros, 2005, página 60) Abraços sabatinos do Joe..bom domingo.

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