Esses dias fui convidado para tocar numa igreja durante as festividades sonoras natalinas. Antes da cantata, constava 3 hinos do HCC para serem cantados pela congregação. Sentado ao piano, eu fiz as introduções, interlúdios conforme diz o figurino sacro da normalidade, no entanto, durante o fluxo do canto congregacional, o regente (a) volta e meia fazia mudanças bruscas de andamento, inseria arbitrariamente súbitas fermatas e a congregação parecia Io iô nas mãos daquele (a) sujeito condutor (a). Enquanto eu tocava, tive o tempo todo a estranha sensação em forma de pisca pisca alerta: Vigiai e tocai!!!... Pq não sabeis quando entrarás em tentações gestuais. Não sei se no natal, o povo empolgado tem a mesma sensação de vigiai e cantai......Sinceramente, acho que o povo tá afim mesmo é de de cantar o basicão e ser feliz com o salsichão com farinha da memória. Mas perguntei-me: Porque será que ele (a) faz este tipo de malabarismos com as pessoas inocentes? Porventura ele (a) faz este tipo de improviso com o coro? Que eu saiba não, pois ele (a) ensaia tudo direitinho previamente. Não seria mais emocionante e alucinante se ele fizesse este tipo de joguinho sádico com o coro que é um grupo de cantores mais seletos e mais fáceis de adestramento em forma de sustos? Porque faz isto com a grande congregação? Das duas uma: Ou ele(a) quis reproduzir musicalmente e gestualmente os coitos interrompidos comuns quando ele (a) trepa nos bastidores na cama na casa dele (a) , ou ele gosta de se exibir "musicalmente" sacaneando a boa vontade das pessoas contentes...Ele não goza (ou goza não gozando), e nem deixa as pessoas gozarem interrompendo muitas vezes o coito auditivo. Sempre falo para os regentes: Quando for reger congregação ou tocar para congregação cantar, Faça o mínimo possível para render o máximo possível!!!! Dispense harmonizações muuuito sofisticadas, convenções rítmicas muito desengonçadas e arranjos muito exóticos\elaborados...Lance mão do feijão com arroz com o tempero da sustentabilidade no simples, pois o simples com Deus é muito..e nessas horas, Deus sempre está alojado nas paredes da economia e do bom senso....e do bom gosto também..."Tudo o que for simples, óbvio e desprezível, traga a mim, pois neles vejo exuberância" (Manoel de Barros). Lembre-se que um regente que tem presença de palco, jamais precisa testar o nível de concentração de um grupo de cantores durante uma música...O olhar fulgurante e gestos amantes são capazes de marcar e sensualizar territórios....Há momentos em que as palavras não resolvem, mas o gesto simples e nobre de uma luz, demonstra amor por nós... Evite Calvários sonoros e coletivos....!!!! abraços do Joe...

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