Hoje estive na Caixa Cultural assistindo duas palestras sobre Filosofia e Cultura Brasileira. No final da primeira palestra, Luiz Carlos Maciel falando sobre existencialismo e Sartre, comentou que participou de uma seita que eles tinham o Sol como Deus. Maciel Salientou que o Sol lembrava a ideia de liberdade que é anterior a Deus. Do nada, um coroa baixinho afobado (de terno e com discurso de igreja penteca) retrucou e disse que era mentira, porque Deus é Espírito. O palestrante explicou: "Não estamos discutindo quem tem o Deus certo e quem não tem, apenas estou relatando que na seita X, os fiéis visualizavam Deus através do Sol". Palestra encerrada e foi dado a palavra para a platéia fazer perguntas. Quem pede a palavra? O baixinho marrento. Ele pegou no microfone e começou a fazer uma "exegese" histórica\catequética da Figura de Deus judaico cristão..."Deus é Supremo..Deus ama o pecador, mas odeia o pecado...Abraão, Enoque e a amante de Enoque viram a Deus...o resto não...Deus é Poderoso e Justo"....Uma mulher da plateia aproveitando a deixa ressaltou: "DEUS É JUSTO POR ISSO, ELE DIVIDE O TEMPO ....Seja sucinto\objetivo e passa o microfone para outro levantar uma questão, por favor...." Nem só de cultura erudita vive o ser humano, mas de aparições inconvenientes\cômicas\espetaculares, pois estas intervenções da alma, nos mostram que estamos condenados a sermos livres quando somos confrontados com o risco da Luz alheia que ilumina o nosso Sol supremo instalado na plataforma das guaritas mais frágeis e secretas do nosso eu\mundo consciente mais que perfeito....

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