Tô neste momento batendo cabeça para fixar vocabulário na língua russa. Fiz isso outrora no estudo da língua alemã. Mesmo se eu morar no país que se fala estas línguas, a sensação mental que eu tenho é que todo este armazenamento é muito frágil e que qualquer porrada\acidente que eu receber na cabeça, tudo irá pro beleléu. Quando penso na língua portuguesa, tenho sensação de firmeza, não somente pelo uso prático\constante, mas pelo fato de eu ter sido criado ouvindo ela desde a minha baby\infância, por isso, há muuuuuito mais estabilidade diante de uma pancada sádica da vida. Cada nicho religioso, possui uma construção sonora de raiz para acessar ou ser acessado pelo Sagrado, ou seja, cada um possui uma gramática divina que é a língua mãe responsável pela comunicação mais espiritual\afetiva daquele grupo específico. Quando uma religião xiita evangeliza visando "salvar os perdidos", ela impõe a língua mãe que ela é portadora objetivando eliminar a língua mãe do outro, mas não elimina. Digamos que ocorra a vitória de uma língua mãe ("justo") sobre a outra língua mãe ("ímpio\deus pagão"), mas esta vitória se dá pela pressão da catequese que visa fixar um novo vocabulário forçosamente, mas, todo este novo vocabulário é muito frágil, por isso, a necessidade fanática de uma constante doutrinação com acordes de lavagem cerebral prol fixação no sistema harmônico da santificação. Mesmo que a pessoa se batize com óleos declinativos ou receba unção da nova gramática conjugosa, a fragilidade interna e secreta permanecerá nos labirintos do Ser no Mundo desde agora e para sempre. Basta um acidente portador de uma batida estratégica nos testículos do novo deus, que ele gritará na língua mãe do primeiro Deus... E viva as línguas mães e as divivas línguas complementares... Cada um tem sua língua mãe que contém abertura para novas sonoridades de suporte\complementar.... Joe....

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