Whitney Houston: Quando a intensidade da vida explica a textura da música da alma.



Ela viveu 48 anos, porém, esses 48 podem ter sido de grande intensidade interior que o corpo, a alma e o espírito chegaram a um acordo unânime prol paralização das funções, pois os três reconheceram que era hora de parar. A vida em abundância que Jesus veio trazer para a humanidade não é sinônimo de quantidade cronológica, mas sim de intensidade a cada instante que a existência nos oferece em meio as fraquezas e fortalezas. Somos frágeis, por isso, a cada instante de sobrevivência é um milagre que acontece, pois o Universo e sua megalomania explosiva e canibalística quer a todos devorar para a manutenção de outras sonoridades nas entranhas enigmáticas desse Todo que chamamos Deus. Por aqui, ficamos com a sensação de uma pausa saudosa e reflexiva, pois para Deus, fazer música (viver) é também pausas usar (morrer) e continuar em outra forma de vida cíclica (eternidade).
De um lado ouvimos os choros de lamento e de reconhecimento pela carreira meteórica dessa grande diva do pop, porém, do lado avesso, ouve-se vozes de moralistas falando que a causa da morte foi excesso de drogas, sexo, fama, poder, excesso disso e daquilo e que Jesus ficou de fora. Qual de nós (pobres mortais) se estivéssemos no mundo dos holofotes, também não recorreria a drogatização para aliviar nossas prisões, nossas pressões internas e externas prol perfeccionismo diante das vozes aterrorizantes e constantes advindas da boca da concorrência, nossa falta de liberdade nossa carência de andar pelas ruas sem ser incomodado em momentos que precisaríamos estar discretamente a sós? E como reagiríamos se acumulassemos riquezas e status e repentinamente, perdêssemos tudo ou muito daquilo que tínhamos? Um rico tem muuuuuuita dificuldade de perder os hábitos de rico quando se vê em maus lençóis vendo o império desmoronando dia após dia apontando para um novo estágio de quase pobreza. A perda leva o desespero humano demasiado humano.
Que garantia temos que não mudaríamos devido a mudança que o mundo dos holofotes exige? Que garantia temos que esses artistas famosos (que precisam matar um ou dois Leões por dia) não buscam forças em Deus discretamente no seu cantinho de hotéis, sendo eles também portadores de uma instância mística, racional, sexual como todos nós possuímos? “Quando quiseres orar (dialogar) com Deus, fecha a porta do teu quarto e exponha tudo discretamente e o Pai e Mãe celestial ouvirá tudo e, pela cumplicidade e fidelidade ética não exporão aos fãs os seus segredos em forma de anjos e demônios que co-habitam dentro de ti, para que no palco você tenha segurança em meio as inseguranças que o mundo lá fora oferece”. (Joesus)
Whitney Houston nasceu, viveu e morreu, portanto, fez a parte dela e do jeito dela caminhando e cantando e seguindo a canção, pois o mais importante é que com certeza EMOÇÕES ELA E VIVEU e nós também ao escutar lindas canções. Cabe a nós fazemos a nossa dando honra a quem merece honra, pois na hora da morte é momento de dor e rememoração da trajetória diante do corpo paralizado para quem fica, e para quem vai pelo redemoinho da morte, puro buraco negro misterioso, e só Deus é quem sabe de mais detalhes sobre esta viagem ao mundo desconhecido.

Recomendo que copie e cole esse link, pois tem SE EU QUISER FALAR COM Deus cantado a capela pela Elis Regina.
http://www.youtube.com/watch?v=tWuQc7W0O-A

www.joevancaitano.blogspot.com
www.filmesdejoe.blogspot.com

1 Comment:

  1. Anônimo said...
    o texto tem algumas verdades importantes, embora eu não tenha gostado do primeiro comentário q ele faz sobre Deus, manutenção , coisa e tal!

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