Baseado na narrativa do mito bíblico de Êxodo e discursos doutrinários na pós-modernidade.

A grande sacada de Moisés foi destruir o bezerro de ouro em nome de um monoteísmo advindo da voz imperativa ouvida no monte Sinai. Surgiu então uma pergunta que não quer calar: Onde foi parar o ouro do bezerro desfigurado? Garanto-vos que o pó ourisco precioso não voltou ao pó guardião reciclador da terra, porque Moisés tinha enorme interesse naquele animal batizado com tesouro brilhante. Asseguro-vos que nem o dízimo do bezerro mágico ele devolveu para os cofres do Senhor (Iavé). Toda imperatividade vocal fundamentalista unilateral, exclusivamente tonal com timbre do além, deve ser levada à testabilidade do desconfiômetro analítico, pois diante do tira-teima da fraternidade, nenhuma nota safada fica fora do lugar. No improviso da escala dos interesses pessoais, cada nota é muito bem planejada antes de ser executada publicamente. Os jazzistas precisam aprender com Moisés, Malafala, Miles Feliciano, Coltrane Ernaniando e afins. Esses aí conhecem muito os campos harmônicos inocentes da fé. A cada culto da vitória, eles quebram duas tábuas de chocolates e estouram duas garrafas de Champanhe nos bastidores da fé, e ainda não existem leis que consigam enquadrar tais atos de vandalismo obscuro. Lei de Deus e Justiça de Deus é igual a Rainha da Inglaterra, “governa” mas não manda (nem manda chuva).

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