“Uma mulher sem filhos (ou que já é mae, ou vovó) que passou boa parte do tempo pregando contra o pecado da homossexualidade mundial, cessa as profecias condenativas ou muda bruscamente de opinião tão logo descobre que o próprio filho, neto, (a) é gay ou lésbica. O "Deus" fundamentalista, e escritores homofóbicos como São Paulo e outros, passam a ser observados com vistas grossas. Qualquer ameaça do mundo do além, é motivo para a tal mãe criar asas para subir ao sétimo céu, invadindo ferozmente o seio de Abraão para dar porradas no “Sagrado” (líderes espirituais) em legítima defesa do filho (a). E se Paulo e outros arcanjos, querubins, surubins e serafins se insinuarem prol defesa do Deus Santo, a mãe ofendida enfrenta todos os deuses, principados e potestades com unhas e dentes, para trazer de volta à terra a dignidade do filho amado. Uma mãe ofendida, faz coisas que até mesmo o Diabo duvida. O tal do pecado(s) sempre é pregado inconscientemente direcionado as famílias alheias, mas quando ele bate na porta das guaritas mais secretas da nossa casa, o silêncio e a conversividade teológica voraz transforma tudo que é lastimoso e infernoso em santidade e virtuosidade genealógica.”
Joevan Caitano
Toda a minha escrita é um exercício de lucidez (João Cabral de Mello Neto)

1 Comment:

  1. Pierre Mattos said...
    Realmente, só se saber o que é discriminação quando se passa por ela. Só se sabe o que é preconceito quando se sofre. Antes, quando estava do lado de lá, pensava ser os gays os próprios culpados por receber tal ato. Hoje, do lado de cá, vejo que as coisas são bem diferentes... E nas famílias existem casos como o descrito, como também há casos que ela poe a pessoa na rua e deixa ao deus-dará, o que é muito triste!

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