Ser baranga e estar baranga: Um abismo da sutilidade estética.

Durante uma conversa pelo MSN um jovem senhor pediu carinhosamente a sua amiga: "Por gentileza, não faça aquilo e nem aja daquela forma pois eu não gosto e atiça em mim as fúrias mais primitivas". Algumas semanas após o pedido, aquela mulher virtual se manifestou em corpo presente e efetuou aquela ação que aquele pedinte não gostava. Então aquele jovem ficou muito sem triste e sem graça, mas enviou um recado: “fulana, eu não gostei daquilo que você fez visto que eu já havia solicitado que não fosse feito aquilo, mas como você fez propositadamente, me soou como afrontamento e provocação“.
Mesmo movido de raiva interior, aquele rapaz foi muito amoroso ao emitir alguns conselhos básicos para o bom prosseguimento afetivo e existencial daquela jovem senhora. Ele assinalou: “Você procura freneticamente arrumar um grande amor, no entanto, você só anda mal vestida e parecendo uma barangona, por isso, você está barangona. Suas fotos de profile nas comunidades relacionais são lindas e de excelente aparência aos olhos que possuem bom gosto, mas na vida real, as imagens não correspondem com a propaganda fotográfica emitida. Evite usar calças jeans porque você não tem bunda e suas pernas são hiper grossas, no entanto, você tem seios avantajosos e bonitos, lábios carnudos e sorriso divinal. Use vestidos com decotes ou outra combinação que destaque os aspectos positivos e esconda os aspectos negativos do âmbito corporal. Por gentileza, ande direitinho, cheirosinha evite falar mal de seus ex amores, amigos e de seus clientes, pois dessa forma, você queima o seu próprio filme como pequena empresária do seu ramo; estude outras línguas pois o seu contexto profissional exige grande articulação relacional com pessoas de diferentes classes sociais e lugares“. Ao ler aquelas dicas estéticas-existenciais, aquela mulher responde na defensiva: “Obrigado por seu e-mail mal criado, porém, não quero nenhum tipo de contato contigo, pois não és meu amigo de verdade. Amigo de verdade não me chama de barangona, mas diz que eu sou ninfeta e capa de playboy. Não interessa o que você e os outros pensam a meu respeito, porque estou sempre cantando sobre a “lenta flecha da beleza” de Nietzsche”. No poema ele diz: "A mais nobre espécie de beleza é aquela que não arrebata de vez, que não se vale de assaltos tempestuosos e embriagantes (uma beleza assim desperta facilmente o nojo), mas que lentamente se infiltra, que levamos conosco quase sem perceber e deparamos novamente num sonho, e que afinal, após ter longamente ocupado um lugar modesto em nosso coração, se apodera completamente de nós, enchendo-nos os olhos de lágrimas e o coração de ânsias".
E continuou pela vida ...e a vida continuou...Quem é quem? Ser ou não ser? Ser ou estar? Para ela, tudo é Dasein...Heidegger precisava comê-La.

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