HELENISMO PIANISTICO. Medo de mulher, medo de ser muito feliz e pirar

HELENISMO PIANÍSTICO
Por Joevan Caitano

“Estava nu e tive medo” (Genesis)
“(...)Medo de Mulher, medo de ser muito feliz e pirar (...)” (Cantora Joyce)
“Não fuja da luta” (Luiz Longuini Neto)

Ontem eu me programei prá sair de casa as 16h, no entanto, me enrolei por besteira e acabei saindo as 17h15. No percurso até meu destino Instituto Goethe Rio, me encontrei por acaso com uma amiga estudante de filosofia do IFCS que não a via há pelo menos 6 meses. Foi emocionante ver aquela jovem pensadora falar de maneira vibrante a respeito das novas conquistas, porque no início deste ano, encontrei-a por acaso num domingo de sol, mas ela estava com uma escuridão interior absurda pois estava abatida devido não ser aprovado na prova de admissão do mestrado. O que fazer? Prá onde ir? Pelada diante de Deus e da vida, o medo do vácuo 2010 fez ela cogitar o retorno a casa de seus pais no interior. Enquanto ela experimentava os dias negros da alma, eu assinalava que havia outros horizontes, há tanta vida lá fora é só abrir os olhos pois os sinais estão por toda a parte.
Ressaltei que esse ano “perdido”, seria um ano de produção e criação pois precisamos ter tempo livre para inventar as coisas. Para fazer algo novo, é necessário dar asas a imaginação pois ela nos fará fugir da rotina imposta pela catequese das muitas disciplinas que temos que cumprir em sala de aula, leituras forçadas e enquadramento coletivo.
Após aquele abraço apertado, a fomos tomar um mate e ela foi verbalizando com muita alegria as suas proezas durante esses meses de novidades intensas, que inclui o aumento da rede de contatos, credibilidade perante os professores, criação de grupos de pesquisas, etc. Fiquei hiper orgulhoso ao ouvir ela falar que está coordenando um evento de filosofia para o final desse ano com a vinda de pensadores internacionais.
As grandes mentes que revolucionaram o meio acadêmico são aquelas que desde a graduação já mexeram nos pauzinhos e mostraram a cara. Fui convidado para tocar nesse evento, por isso, sou impulsionado a compor “Helenismo Pianístico” para homenagear aquela que foi reprovada, porém determinada; reprovada porém, felizada; reprovada, porém tentada porque Jesus foi tentado durante 40 dias e 40 noites, mas Helena está sendo tentada a tentar outra vez há mais de 6 meses; reprovada porém grata porque na vida precisamos obedecer os ritornelos e voltar atrás e dar graças à Deus pelas nossas vitórias e derrotas também porque elas também são condição de possibilidade para novas aventuras.
Quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco, ou morrer na solidão (...) é preciso saber viver...Fazer música é também ( ) PAUSAS usar....Adorar é também silenciar.

Deixo como sugestão de reflexão “conclusiva” a letra dessa bela canção de Joyce e Rodolfo Stroeter. Acesse o Link, veja o vídeo e ouça esta linda música.
http://letras.terra.com.br/joyce/590888/

MEDOS

Medo de sair, medo de ficar
Medo de ir longe demais
Medo de jogar, medo de apostar
Medo de não ter medo mais
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de querer ser feliz
E poder

Medo de esquecer, se comprometer
Medo de encarar e fazer
Medo de mulher, medo de avião
Medo de ter toda razão
Medo de chegar, medo de partir
Medo de querer ser feliz
E conseguir

Medo de negar, medo de aceitar
De sair na chuva e molhar
De não ter vintém, de não ser ninguém
Medo de se dar muito bem
Medo de vencer, medo de arrasar
Medo de ser muito feliz
E pirar...

Medo de viver, medo de falar
De se recolher e calar
De escuridão, de se arrepiar
Medo de parar pra pensar
Medo de trovão, de agitação
Medo de sair por aí
E agir
De se descobrir ou de se afirmar
Medo de talvez consentir
De prevalecer, de se dividir
Medo de subir e cair
De dissimular, de não se agüentar
Medo de ser muito feliz
E pirar...

2 Comments:

  1. Anônimo said...
    Ei Joe,

    Adorei o texto...adoro gente que não desisti...que levanta quando cai e segue em frente....

    adorei!!

    bj

    Stella Junia
    Anônimo said...
    Mario Zazv proudly says:


    Mto boa essa musica Joe, do disco "Banda Maluca".
    O medo tem a ver com "evitar uma dor" que ameaça a consciência. A culpa nos cobra um "pecado original" e o medo negocia o tamanho (volume) do sacrificio dos nossos desejos em prol de uma saúde mental básica. O medo ñ é de todo ruim, ele ainda é um estado de alegria, o mais longinquo de todos onde nos protegemos.

    Já na tristeza ñ há medo, a gente se entrega pra morte, pra dor, pra insignificação, pro Diabo. Mas segundo Paulo, a tristeza em doses homeopáticas é boa pq nos purifica do medo e nos coloca na perspectiva da realidade (grifo meu). O estado de alegria vem com uma leve camada de ilusão e a consciência sabe disso, por isso tem medo.

    Esse teu passeio até o Goethe me lembra muito o paseio de Jean Paul Sartre em o Ser e o Nada. Se a vida pôde me ensinar alguma coisa, é q tudo aquilo do qual eu fuji depois voltou e eu tive q encarar. O bom é q aquilo q eu já encarei e me saí bem ñ me atormenta mais. Tudo tem solução. Como diria Chico Buarque em Risotto Nero: "O segredo é a tua paciência!".

    Mario Zazv

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