RESSURREIÇÓRIA, ALEATÓRIA E ALUCINATÓRIA. Uma teologia de ficção herítica.

Alguns dias após a morte e sepultamento de Jesus de Nazaré, houve a decomposição da carne e espalhamento dos átomos de maneira ressurreissória e aleatória, então as comunidades cristãs daquela época colocaram um microfone na caveira que chamaram de necrofone e, escreveram as memórias póstumas do Messias Cubas.
Os apóstolos Paulo, Mateus, Marcos, Lucas, João e outros, se inspiraram na idéia do defunto autor do cineasta brasileiro Júlio Bressane, pois eles acreditavam que o olho da câmera desempenharia a função de narrador na tradição.
Muitos ficaram tristes e abatidos diante daquele acontecimento trágico que desfechou-se na morte do Cristo Filho do Deus vivo. As mulheres ficaram ao pé da cruz chorando aquela enorme perda, mas enquanto lacrimejavam, pensavam no existencialismo francês que explica que os homens morrem, não são felizes, por isso, não precisam de uma explicação para a infelicidade.
A morte é um buraco negro na trajetória da existência, no entanto, quando ela pega um de nossos amigos ou entes queridos, resta-nos a saudade. A saudade tem caráter afirmador da existência. Para uma mãe, saudade é arrumar o quarto para o filho que já morreu,diz Rubem Alves. Na páscoa meu remédio é cantar. Saudade meu remédio é cantar (Luiz Gonzaga).

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