A interpretação deleuziana de Kant (parte II)

A interpretação deleuziana de Kant (parte II)

Deleuze faz da leitura da arte uma leitura filosófica. O que é pensar diferencialmente? (Proust e os signos).
Deleuze estabelece a valorização do pensamento de Kant. Aborda os paradoxos do espaço e do tempo.
Fala do eu empírico e o eu transcendental. O eu jamais se conhece como ele é, mas como ele aparece no espaço do tempo. Produz a esquizofrenia do pensamento.
Deleuze enaltece Kant por ele ter criado a diferença transcendental (sensibilidade e entendimento).
A filosofia de Kant está marcada por grandes desacordos.
No livro DIFERENÇA E REPETIÇÃO Deleuze fala sobre o empirismo transcendental.
O senso comum funciona como filtro comum entre as três faculdades. Segundo Deleuze, o senso comum é o resultado do acordo entre as faculdades. A priori significa independente das experiências, isto é, conhecimento que não parta da experiência. A priori é universal e necessária.
Kant fala da boa natureza das faculdades, natureza sadia, natureza boa. Assistir o filme ZERO DE COMPORTAMENTO de Jean Vigaut.
Desregramento do sentido é o desregramento das faculdades.
O poeta tem que ser um vidente.
Deleuze vai opor harmonia das faculdades como desregramento.
Em cada crítica, essa relação harmoniosa entre as faculdades serão definidas diferenciadas.
Segundo Heidegger, em Kant a imaginação é a principal das faculdades.
A razão, imaginação, entendimento colaboram no conhecimento e formam um senso comum lógico.
A moral é prática. Para o modelo prático é a razão que legisla sobre o senso comum moral.
O livre acordo é o acordo onde nenhuma das faculdades legisla sobre a outra.
O entendimento legisla sobre as categorias.
Kant tem relação imediata através da sensibilidade. Para Kant, Deus não se apresenta à sensibilidade.
Toda intuição é sensível. Você pode pensar qualquer coisa, mas você não pode conhecer qualquer coisa.
A imaginação serve de ponte entre o imediato e o mediato (co-adapta segundo Deleuze).
Sensibilidade e entendimento, intuição e conhecimento são heterogêneos.
A intuição para Kant é, espaço e tempo que são subjetivos para ele.
O esquema é aquilo que torna possível a correlação.
Kant é o filósofo da condição de possibilidade. Ele distinguiu o transcendente de transcendental. O transcendente diz respeito a Deus (instância transcendental) e o transcendental diz respeito à condição de possibilidade (diz respeito ao homem).
O que posso conhecer? (é a questão central do livro A CRÍTICA DA RAZÃO PURA de Kant).
Kant deslocou a filosofia do ponto de vista de Deus para o ponto de vista do homem.
Conhecer é sintetizar.
Vontade de potência é condição genética das coisas (Deleuze). A gênese do saber está no poder (Foucault).
No senso comum moral há um acordo do entendimento com a razão.
Imperativo categórico é o princípio do dever. Senso comum estético é o acordo entre a imaginação e o entendimento.
Deleuze fala sobre o juízo desinteressado. Para Kant o juízo de beleza é desinteressado. Kant dá o exemplo da flor que só serve para a beleza. Nenhuma das faculdades está legislando sobre a outra.
No livre acordo, o acordo se exerce espontaneamente.
Para Kant, não existe fundamento objetivo, somente subjetivo. Você não pode provar sua objetividade.
O juízo estético não é um juízo de conhecimento (tese de Kant).
A razão é uma faculdade dos princípios e está por trás do entendimento. A razão atua na moral e no sublime.
Kant fala de dois tipos de juízos: o belo e o sublime.
O belo diz respeito às formas. O sublime diz respeito ao grandioso. Beleza = um bate bola da imaginação com a beleza.
O livre acordo deve ser produzido (objeto de uma gênese transcendental). Deleuze chega ao diferente pela gênese.
Há um acordo nas faculdades (idéia central de Kant).
O medo impossibilita o sublime (Kant).
Schiller fala sobre a função educativa da tragédia.
Hércules não é um personagem sublime porque ele resolvia tudo através da luta (Schiller).
A imaginação é uma faculdade sensível. A razão é supra-sensível (faculdade das idéias e não tem correspondentes com a sensibilidade).
Para Kant o homem é um cidadão de dois mundos (sensível e supra-sensível).
A tragédia em Nietzsche é a representação do dionisíaco do uno originário. É a apresentação apolínea daquilo que não pode ser representado: o dionisíaco. O bem supremo é nada ser inatingível ao ser humano.
O acordo é um acordo discordante. O acordo é engendrado no desacordo. O sublime está por trás do acordo estético.
O princípio genético é o virtual (Deleuze). Ele fala da gênese do acordo das faculdades. O desacordo é o princípio genético do desacordo.

1 Comment:

  1. Anônimo said...
    gostria de saber mais sobre deleuze e a literaura infantil de lispector .

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