Deleuze: filosofia e cinema

Deleuze: filosofia e cinema (Parte I)
(Obs: São anotações de aulas de filosofia no IFCS-UFRJ)

O cinema para Deleuze é uma forma de pensamento. Os grandes cineastas são pensadores mas, não pensam através de conceitos como os filósofos, mas pensam através de imagens.
O cinema é basicamente imagem (foi a grande tese de Deleuze sobre imagem cinematográfica).
Deleuze faz distinção de 2 tipos de imagem: Imagem e movimento = cinema clássico e imagem e tempo = cinema moderno.
Os livros de Deleuze sobre cinema são livros de filosofia.
Imagem-movimento e imagem-tempo são conceitos filosóficos.
É partindo da idéia bergsoniana da imagem-identidade, da imagem-matéria, luz-movimento, que Deleuze cria o conceito de imagem e movimento.
Deleuze vai deduzir três conceitos de imagem: imagem-movimento, imagem-afecção e imagem-ação. Deduzir é se utilizar de um processo genético. Bergson é o filósofo da gênese.
É do conceito bergsoniano de tempo puro (duração), que Deleuze formula seu conceito de imagem cristal (âmago do cinema moderno).
O objetivo do livro é estabelecer uma relação entre cinema e tempo.
Há distinção histórica entre cinema clássico e moderno.
Deleuze vai ligar Bacon à pensadores pintores de outras épocas como Cézanne e ligar outras de sua época.
Em arqueologia dos saberes e em as palavras e as coisas de Foucault há a idéia de episteme clássico e moderno. Clássico vai de Descartes a Kant. Há distinção histórica (espaço da representação) que privilegia a identidade em detrimento das diferenças.
Na distinção geográfica o cinema tematiza o tempo.
O cinema clássico apresenta o tempo subordinado ao movimento. O cinema moderno deixa de subordinar o tempo ao movimento. O cinema moderno é uma libertação do tempo.
Para Kant, o entendimento não tem nenhuma relação com as coisas. Toda a intuição é sensível.
Deleuze trabalha com a distinção entre apresentação e representação. Representa o tempo (cinema moderno). A imagem e tempo dá uma apresentação direta do tempo (tempo puro, emancipado do movimento).
Leia o livro de Deleuze A FILOSOFIA CRÍTICA DE KANT.
Situações éticas-sonoras-puras dão imagem direta do tempo.
As imagem e movimento são situações. Cinema clássico é cinema de ação. Cinema clássico há um privilégio da ação sobre a afecção.
A vida provém da matéria por em processo de diferenciação (Bergson).
As imagens agem e reagem. Relacionam ação e reação. Há uma reação em cadeias (sensório-motor).
A unidade orgânica diz respeito ao problema da diferença. O cinema clássico tem dificuldade de pensar a diferença. No cinema clássico há uma unidade, uma conexão lógica entre as imagens. As percepções não se prolongam em ação (Deleuze). A percepção já é uma ação em potencial (Bergson).
Nos encadeamentos fracos perguntamos: ONDE ESSE FILME QUER CHEGAR?
A imagem moderna enquanto ótica-sonora-pura se deu no neo-realismo, no período durante a guerra com Rossellini, e se dá a substituição de situações óticos-motoras por situações sonoras-motoras. O fundamental nessa mudança é a quebra desse regime sensório-motor. Cinema de ação para o cinema de vidência. Vidência é a visão pura, visão superior, visão transcendental. A filosofia de Deleuze é um empirismo superior.
A visão pura se propõe a ver o terrível, o intolerável.
ELOGIO A LOCURA é um livro ambicioso. Veja uma frase desse livro: “Porque essas pessoas que ousaram afrontar a desrazão caíram na loucura”.
Foucault pega conceitos psiquiátricos e dá um significado filosófico
Cinema de VOYANTE dá conta de algo forte demais, terrível demais. Visão que testemunho do mundo como intolerável.
A resistência é mais fundamental que o próprio poder.
O que interessa à Deleuze é contribuir para a criação de novas formas de vida.
A imagem atual é imagem virtual. Cria imagem-cristal, imagem dupla. Essa imagem vê os lençóis do tempo, as camadas do tempo, os estratos do tempo. É uma imagem estratigráfica. O tempo se desdobra em cada instante em presente e passado. O tempo não é cronológico mas é um tempo que há uma coexistência do presente com o passado. Assista o filme O CORAÇÃO DE CRISTAL, cujo é um filme de imagem cristal por excelência.
As imagens atual e virtual são indicerníveis.
Na lembrança de Imagem e sonho está para Deleuze para a distinção entre memória voluntária e memória involuntária de Proust assim como a lembrança está para a memória involuntária. Deleuze é um crítico do FLASH-BACK
Cortes racionais tem um valor conjuntivo de encadeamento.
O regime cristalino não se subordina ao valor disjuntivo do tempo.
Deleuze privilegia mais as relações do que os termos.
No cinema clássico há encadeamentos de imagem que subordinam-se os cortes. Corta-se para encadear. Nos encadeamentos há sempre interstícios (intervalos). No cinema moderno os reencadeamentos são submetidos aos cortes.
No cinema moderno as sérias são divergentes. O cinema moderno organiza a coexistência das relações não cronológicas das imagens. Uma montagem de sensações desconectadas. Assista ao filme GENTE DA SICÍLIA.
Em Orson Welles temos o ideal de verdade em que a imagem está sujeito.
Nietzsche fala sobre as potências do falso. Deleuze diz que Orson Welles é um Nietzsche do cinema. Rod Steiger é o Hegel cinematográfico.
A essência do cinema é apresentar o tempo indiretamente.
O que se vê no cristal é o jogo do tempo (da vida) em seus desdobramentos.
Bacon é o criador do corpo sem órgão. Bacon busca atingir a vida não-orgânica da coisa.
O cinema clássico tem relação com o tempo aberto. O cinema moderno tem relação como o de fora. Acredita-se na força de fora que atinge o de dentro.
O cinema clássico é conjunção; o cinema moderno é disjunção.
A ambição da filosofia de Deleuze é dizer o indizível. Blanchot escreveu: dizer não é ver. O vidente é aquele que é capaz de ver o invisível.


Deleuze: filosofia e cinema (Parte II)


A imagem e tempo/ imagem e movimento/ conversações, são 3 livros de Gilles Deleuze.
Idéia central para fazer filosofia em Deleuze: a filosofia é criação de conceitos.
1- Idéia de criação
2. Contra o metadiscurso / criação de pensamento.
Kant propôs uma reflexão sobre a natureza.
A arte produz sensações enquanto perceptus e afectus (Deleuze).
Kant não cita ninguém enquanto Hegel e Heidegger pensam sempre a partir do que os outros pensaram.
O conceito substância em Espinosa é diferente do conceito de substância em Aristóteles. Os conceitos são singulares, por isso, implica em situar o conceito dentro de cada pensamento.
Qual o procedimento filosófico do pensamento de Deleuze? Através de conceitos oriundos de outros filósofos. Ele não usa Aristóteles e Descartes porque não ajuda ele pensar o que ele quer pensar.
Expressão/ Imanência de Espinosa será recriado por Deleuze.
Para fazer filosofia, Deleuze cria conceitos que não provém do cinema, mas que são suscitados por outros tipos de pensamento.
Os cineastas são pensadores, no entanto, constitui um tipo de pensamento que não pensa por conceitos.
Cinema é imagem em si.
Peirce (criador da semiótica).
Deleuze é o pensador da singularidade, pois desclassifica a universalidade.
Idéia de cinema: Imagem-movimento e Imagem-tempo.
O teatro dá prazer porque faz pensar (Aristóteles).
O cinema clássico apresenta a imagem indireta do tempo, compor a imagem na montagem, convergências, conexões de séries. Montagem de sensações desconectadas.
Cinema de violência pretende: ver o que não pode ser visto/ visão transcendental/ ver o virtual;
pensar o que não pode ser pensado; dizer o que não pode ser dito. O cinema ensina a ver; ver o intolerável/ o insuportável. Busca contribuir para um novo tipo de relação com o mundo.

Filosofia é criação de conceitos. A arte cria agregados sensíveis.
A filosofia de Deleuze interrelaciona conceitos suscitados de outros saberes. Possui interrelação de conceitos como: Vontade de potência de Nietzsche/ Imagem e movimento-tempo de Bergson/ Imanência de Espinosa.
No cinema sensório motor, o tempo está subordinado ao movimento. Há relação entre cinema e movimento.
No primeiro capítulo de Imagem e movimento, Deleuze distingue 3 teses de Bergson sobre o movimento.
Primeira tese: (Movimento,espaço, tempo), o movimento não se confunde com o espaço.
O espaço percorrido pelo móvel pode ser dividido.
O movimento é indivisível. (Evolução criadora -Livro de Bergon).

Um movimento único é por inteiro entre duas paradas.
O espaço percorrido é divisível e homogêneo;
O movimento é indivisível e heterogêneo;
Um movimento não é uma sucessão de movimentos no tempo;
Um movimento não é somatório de partes imovéis.
Para Bergson o cinema apresenta cortes instantâneos.
Cinema é ilusão do movimento.

Para Deleuze, a essência de uma coisa só se manifesta no meio, nunca no início.
No cinema primitivo não haveria diferença entre câmera e projetor/ não haveria mobilidade da câmera.
Cinema é uma invenção sem futuro.
O movimento é criado efetivamente pelo cinema de modo artificial.

Segunda tese de Bergson: Idéia de criar duas maneiras históricas de pensar o movimento.
1- Grega sedimentada em Aristóteles - Subordinar o movimento no imóvel. O que é perfeito está em repouso (Platão e Aristóteles).
Movimento é a passagem. Para Platão a forma é uma idéia.
O movimento é estado de potência caminhando de um ato para o outro.
Fora dos movimentos são as poses, movimentos de repouso.
Ciência Antiga privilegia os Imóveis.
Subordina o tempo à eternidade (Aristóteles).

2- Moderna/Clássica desde o século XVIII.
A física moderna nasce com a astronomia.
Há um movimento qualquer. Pensar em movimento como instantes quaisquer.
Tempo invariável independente.
Conhecer as posições relativas dos objetos (Ciência moderna).
Recompor o movimento a partir de elementos imanentes.
A ciência privilegia o tempo.

Bergson é o filósofo da duração , do tempo puro /essencial, do tempo como virtualidade
Filosofia que liberta o tempo do espaço.
Deleuze fala do tempo como invenção / produção do novo.

Terceira tese de Bergson: Movimento como mudança diz respeito ao todo.
O movimento é um corte móvel de duração.
Só existe o tempo (Nietzsche).
Só existe a duração.
O todo é aberto/ não é fechado com antes e depois como pensava Platão e o Cristianismo.
Toda vez que há translação há mudança.
Movimento com mudança = vibração
Movimento como irradiação.
O movimento exprime uma duração (Deleuze).
O todo é aberto, isto é, sempre faz surgir algo de novo.
O todo é a duração que não cessa de mudar.
O movimento é algo que se pensa entre as partes (translação).
Expressa uma duração - mutação.

quadro / plano/ montagem.
Quadro = enquadramento do sistema fechado de elementos.
Plano = determinação dos movimentos entre elementos e entre as partes cenário/ personagem.
Montagem = todo (mudança qualitativa).


Relação Imagem, movimento, tempo
maneira que ele pensa filosoficamente o cinema.
Partiu da idéia da conceituação de Henri Bergson (Imagem do movimento e do tempo).
Teoria Bergsoniana da imagem.
3 tipos de imagens de Deleuze.
Percepção, afecção, imagem ação (cinema clássico).
Valorizar o pensar o tempo sem subordiná-lo ao movimento (movimento impírico, tempo a priori)
Imagem e movimento - representação indireta do tempo.
Imagem e tempo - apresentação direta do tempo.
Cinema clássico - sensório motor/
àpticas e sonoras puras caracterizam o cinema moderno.
Deleuze prioriza as relações.
Como as imagens se encadeiam? O que há para ver na imagem? O que mudou foi a relação entre as imagens.
Deleuze valoriza o disjuntivo/ acordo do discordante/ privilegia a disjunção.
Sensório motor = as imagens agem e reagem sobre os outros.
Há encadeamento de percepção e ação.
Cinema moderno desfaz essa continuidade sensório motora percepçao-afecção.
Valoriza os planos fixos.
Interstício é intervalos entre as imagens.
André Bazin (grande crítico).
substituição de situações. O atual é o presente/ o virtual é o passado.
Imagem cristal - imagem em espelho / imagem se desdobra no mesmo instante em presente e passado.
Imagem dupla/ duas faces/ duas camadas de tempo/ 2 regimes de imagem cinematográfica.

Relação entre movimento e espaço. Não se pode espacializar o movimento, pensar o movimento a partir de momentos privilegiados,
Segunda tese.
O cinema dá conta do movimento puro.
Movimento é mudança qualitativa.

Quadrado/plano/ montagem.
Matéria em memória (livro de Bergson).
Deleuze parte da filosofia para chegar ao cinema.
Deleuze é filósofo do transcendental.
Transcendente = Deus (filosofia).
Kant distinguiu a palavra Transcendente de Transcendental.
Transcendental implica em condição de possibilidade da moral e do conhecimento.
Empirísmo transcendental (Deleuze).
Análise sobre Bergson (Transcendental para Deleuze envolve condição genética que implica em criação diferencial).
Filosofia da gênese é filosofia da diferença.
Vontade de potência é condição genética de possibilidade.
Nietzsche, Epinosa e Bergson são os três pensadores de Deleuze.
Imagem é tudo que aparece (Bergson).
As imagens estão em movimento.
As imagens se identificam com as ações. As imagens constituem um mundo de variação universal.
As imagens interagem sobre todas as partes.
A imagem é movimento. A imagem é matéria.
Universo é conjunto das imagens e movimentos.

Esse universo material de imagem e movimento é luz.
A Fenomenologia pensou o espírito como luz.
Para Bergson, a luz não está no espírito, mas nas coisas porque as coisas são luminosas. As coisas são imagens a luz sem precisar de nada fora dela para clarear.
A paisagem vê (Deleuze falando sobre as pinturas de Cézane).
O olho está nas coisas, nas próprias imagens luminosas (Deleuze).
A consciência é a consciência de alguma coisa (grito de guerra da fenomenologia de Hussern).
O que define a consciência é a intencionalidade.
A consciência é alguma coisa (Deleuze).
Diferença de direito e de fato (Kant).
A consciência da coisa é uma consciência de direito; é uma interação luminosa de todas as matérias no universo. Luz que não se revela como luz. Luz translúcida (palavra de Bergson).
Consciência de imagens especiais que reflitam a luz.
Filósofo da Imanência, não da transcendência (Deleuze).
A consciência é a tela escura (opacidade).
Universo gasoso (acêntrico) onde tudo interage.
Centro de indeterminação = subjetividade.
A luz se revela na opacidade da tela.
Evolução criadora (livro de Bergson).
Para Deleuze, gênese é diferenciação.


Quais são as espécies de imagens que aparecem como imagem?
Imagem percepção, afecção e imagem ação.
Primeira variedade de imagem e percepção:
A coisa é a percepção da coisa; é a mesma coisa (mesma imagem) pertencendo a sistemas diferentes.
A coisa recebe (sofre) integralmente de outras imagens (interação total com outras imagens), em todos os lados, em todas as direções.
A ação se dá num local diferente da reação.

A segunda grande característica para Bergson é que ela é subtrativa (vê alguma coisa da coisa). Subtrai a realidade.
Para Deleuze, percepção é interesse, não é conhecimento puro.
Percebemos a coisa, menos o que não nos interessa.
Percepção objetiva e percepção subjetiva (são termos de manuais de cinema).
Percepção objetiva é completa, imediata, difusa, total (percebem-se todos os lados).
O átomo vê mais que a gente.
Percepção subjetiva é parcial.
gênese da subjetiva = objeto x sujeito.
Centro de indeterminação; matéria inorgânica é acentrada; tudo interage com tudo; sujeito é o centro que espelha o universo (Bergson). Matéria acentrada (Universo).
face recepção (reação imediata). No ser vivo ocorre uma face especializada na percepção. Tempo de reflexão sobre agir ou deixar de agir.
Imagem e percepção é uma imagem e movimento especial, que recebe isoladamente por subtração, baseado em necessidades em que ela tem.
Imagem e percepção é um enquadramento.
A dedução é um processo de diferenciação.
O universo se organiza contornando o centro.
Perceber é receber a matéria que vem de fora.
O horizonte existe para um centro.
Num mundo de interação universal não existem horizontes.
Toda ação é uma resposta (resposta imprevista).
Numa ação, algo de novo está sendo criado.
Deleuze é o filósofo do novo.
Imagem e movimento privilegia o atual. Imagem e tempo privilegia o virtual.
A percepção está para o espaço assim como a ação está para o tempo.
Intervalo (preenche) pois é uma relação entre coisas.
Afecção diz respeito ao sujeito. A matéria viva surge no centro de indeterminação entre a percepção e a ação.
Entre ação e reação, existe afecção.
Movimento de expressão (apresenta uma qualidade). Movimento de translação.
Para Bergson, o sujeito é o intervalo.
A imagem percepção corresponde ao plano geral.
Libitisch
Não matarás
O martírio de Joana D´arc (filme)
Doutor abuse (filme).
Para Deleuze, o close é o gosto.
Um filme nunca é constituído de um só tipo de plano.
Um filme é um agenciamento, uma montagem de imagem.
O fundamental no cinema clássico é a montagem (3 tipos de imagem).
Montagem afetiva apresenta a predominância do close (Persona = predominância do close).
Para Deleuze, é necessário definir imagem e percepção, distinguir percepção subjetiva, objetiva.
Pazolini - subjetivo indireto livre, conceito linguístico para avaliar um romance.
Definição nominal - o que é uma definição.
Percepção objetivo = imagens variam;
Percepção subjetiva = imagem varia com relação a imagem privilegiada (viva/central). O homem é o centro de indeterminação.
3 estados da percepção segundo Deleuze: sólida, líquida, gasosa.
Percepção sólida = percepção terrestre. Implica em transformar o centro subjetivo.
Deleuze é o filósofo do limite (limite da subjetividade).
2 regimes de movimento (movimento terrestre e movimento aquático).
Movimento terrestre está em constante desequilíbrio.
Um ponto está em dois pontos (movimento/outro desequilíbrio).
O regime da terra é a vestimenta, a mercadoria.
Aquele afeto que revela o corpo amado.
Terceiro regime (percepção)
molar/ molecular (molar= sólido /macro) ; Molecular (liquído/micro).
O dionísico pode se destruir se não temperar com o apolíneo (Idéia Nietzschiniana).
O cinema francês privilegia a percepção líquida.
DIGA VERTOGA fala se sistema de variação universal.
1- agenciamento maquímico.
2- agenciamento enunciação.
No agenciamento maquímico, a matéria está em reação em todas as partes. Há uma interação, conjunção, junção entre as partes.
Todas as imagens varia em todas as suas partes.
Cinema verdade/ cinema olho - a câmera e o filme é como um olho que busca e coloca o "achado" no saco.
Fazer filosofia é andar com um saco, tudo que for importante pega-se e coloca no saco.
Cinema olho é a variação produzida por um olho não-humano.
O olho está nas coisas (Deleuze).
A fotografia está nas coisas (Bergson).
O privilégio da montagem está em trazer a percepção das coisas de tal modo que qualquer ponto do espaço precisa agenciar imagens longínquas.
No agenciamento de enunciação, o agencimento de Deleuze é duplo.
Consciência revolucionário (Siga Vertosi), agenciamento coletivo.
Contraposição entre análise e composição francesa e de Siga Vertosi.
Os franceses valorizam a percepção liquída. Ela ultrapassa os limites da percepção humana.
Para Vertosi, a líquida é pouca, pois sua percepção é gasosa.
No estado líquido, a percepção é livre. As moléculas deslocam-se umas sobre as outras.
Cada molécula tem seu livre percurso.
A imagem ação tem 2 pólos:
É uma relação entre meios e comportamentos;
É uma passagem do virtual para uma imagem atual.
É um processo de atualização. Imagem ação atualiza imagem afecção.
Há dois tipos de imagem (closes).
O close expressa uma qualidade, ou uma potência.
O que é um meio?
É uma situação que atualiza qualidades e potências. Qualidades e potência se atualizam no meio.
A imagem ação efetua a imagem afecção; A imagem ação incorpora a imagem afecção; A imagem ação atualiza a imagem afecção.
O nível virtual compreende o estado de coisas.
Meios são: espaço, tempo determinados.
Qualidades e potências se atualizam em meios.
Afetos se atualizam em ações (comportamentos).
A função da ação é modificar a ação inicial.
Relações entre meios e comportamentos. O meio atualiza várias forças de potências. O meio aparece como força.
Se dá por uma relação de força que age sobre o personagem na qual ele é tomado (é preso).
No encadeamento sensório-motor, imagem e movimento é imagem e ação.
S-A-S (filme de ação) = Situação/ação do protagonista que gera outra ação até gerar uma ação final.
Todo filme de ação se caracteriza por um duelo (Impregnação e explosão).
Numa situação, a ação impregna.
Filmes: O segredo das jóias/ Nonoco o esquimó/ pastor de ódio.

5 leis de Deleuze.
1) Esquema sensório motor (representação orgânica). Meio e comportamento é falar de uma representação orgânica. Organiza como o meio, atualiza várias potências iniciais;
2) Diz respeito à passagem inicial a ação, sobretudo à ação decisiva;
3) Diz respeito a montagem proibida (André Bazan).
4) Não somente em duelo S-A-S (situação, ação, situação).
5) Entre a situação e a ação, entre o meio e comportamento há sempre um desvio entre os dois.
Filmes: Matar ou morrer/ O homem do braço de ouro.
Existe um processo de atualização no qual herói passa a ser....
A-SA (pequena forma segundo Deleuze). Esquema sensório motor invertido.
Deleuze fala de 2 pólos:
Lubitsch (cineasta da pequena ação).
Não matarás (filme)/ maiores libelos contra a guerra/ serenata a três.
Uma diferença muito pequena na ação corresponde uma diferença muito grande na situação.
Equivocidade é uma ação que pode ser compreendida de modo equivocado por alguém.
Função marcada pela comédia (Chaplin e Buster Keaton).
Para Deleuze, a genialidade de Chaplin se dá na passagem do riso à emoção e da emoção ao riso.
Buster Keaton era mestre na pequena ação e na grande ação.
Cinema clássico é um cinema de comportamento (ação).

6 Comments:

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