Deleuze: filosofia e literatura (introdução)

No cinema, Deleuze trabalha o pensamento tratando os cineastas como pensadores.
Deleuze trabalha com a teoria da linguagem literária. Ele privilegia uma literatura menor – articula-se como sendo uma crítica da sintaxe normativa (estabelecida). Deleuze chamará de linguagem a-sintática ou a-gramatical.
Kleist – pentesiléia.
Melville.
A intensidade da linguagem não é posição de Deleuze. A linguagem não teria relação externa.
O grande literato constrói uma linguagem fora da linguagem padrão com o objetivo de ver ou ouvir algo. O literato como médico
O invariante do pensamento deleuziano: qual o interesse? O que serve para o pensamento de Deleuze?
Deleuze fala da imagem do pensamento que remete a teoria das faculdades em Kant.
Filosofia, ciência e arte são modos de pensar. Investiga-se através deles os modos de pensar, a relação genética e ontológica do pensamento. Deleuze estabelece encontros ou conexões. Deleuze não considera que a filosofia deva fundar a domínios.
Deleuze se serve da arte, da ciência e da própria filosofia para pensar o que é o pensamento. Este é o principal motivo do porque deve-se considerar os livros sobre o cinema como livros de filosofia. A filosofia de Deleuze não é mais reflexão sobre domínios extrínsecos da filosofia.
Porque a filosofia de Deleuze não é uma reflexão? A filosofia trabalha como metalinguagem (reflexão sobre um discurso). Para Deleuze a filosofia é criação. Os filósofos são instrumentos de pensamento.
Deleuze se insurge contra a filosofia analítica de que a filosofia teria com objetivo formular critérios de legitimidade; critérios de justificativa dos outros discursos e saberes.
A disputa moderna que se inicia com Kant (hipótese de Roberto Machado), embora se determine que a modernidade, tem origem em Descartes. Roberto Machado faz uma distinção de épocas apoiado em Foucault: Antiguidade, medieval, classicismo (Descartes) e modernidade (Kant).
Ver o texto da Marilena Chauí sobre a modernidade. Com Kant nasce a noção de que a filosofia é um meta-discurso, reflexivo e transcendental.
A física determina a natureza. Para Kant não cabe ao filósofo pensar a natureza, mas a ciência da natureza (física) e outros saberes.
Privilégio da filosofia na estruturação de seus princípios de funcionamento legitimado criar pretensões. A validade da ciência é empírica.
Deleuze identifica ciência, arte e filosofia como estando no mesmo plano, no entanto, há uma diferença. Distinção de forma de filosofia de pensamentos.
A ciência cria funções.
A arte cria sensações ou agregados sensíveis (perceptos e afetos / percepções e afecções).
A filosofia cria conceitos.
Em perceptos há uma tentativa de Deleuze de não entrar na fenomenologia (questão da percepção)
Devir é diferente de identidade. Devir é linha de fuga, desterritorialização, processo de diferenciação.
Conceitos são singulares. Os conceitos criados pela filosofia são singulares. Em Kant os conceitos são universais.
Singularidade é diferente de individualidade. A singularidade diz respeito ao atual e a individualidade ao virtual.
Esta distinção entre atual e virtual (ontologia da singularidade e individualidade), é uma diferença bergsoniana.
Mesmo aqueles filósofos que criaram conceitos de características universais, criaram conceitos singulares. Há uma problemática profunda aqui: em Kant um conceito possui caráter universal e ontológico porque está fundado sobre uma estrutura lógica. É necessário saber sobre qual estrutura está fundado a diferença de conceitos ou a natureza do conceito em Deleuze.

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