A mãe odeia Juízo Final

O tempo do amor materno

Aprendi muitas coisas boas com minha mãe, porém, a mais interessante de todas elas foi sobre o tempo do amor materno. Afinal qual é o tempo de amar? O amor da mãe é atemporal, pois ela ama a tempo e fora de tempo.

O tempo da mãe não é o tempo fechado, com antes e depois como pensava Platão e o cristianismo, isto é, baseado em princípio, final dos tempos, consumação dos séculos, etc.

O tempo da mãe é aberto como dizia o filósofo Bergson. O tempo da mãe é bergsoniano. A mãe é bergsoniana, pois ela acredita que o todo é aberto, isto é, sempre faz surgir algo de novo.

O tempo materno não comporta a idéia de juízo final, nem de condenação de filhos. O universo materno é pura expansão e sempre tem espaço na VAN.

Mãe é sinônimo de condução na predestinação afetiva universal.

Não é a toa que a mãe é chamada de PEDAGOGA DO COTIDIANO, pois conduz com amabilidade em meio às instabilidades.

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