Vida: arriscar ou ser riscado do mapa?

Vida: arriscar ou ser riscado?
Por Joeblack (joevex@hotmail.com)

Kierkegaard disse que fé é um salto no escuro. Nietzsche dizia que ter fé é dançar na beira do abismo. Rubem Alves disse que ter fé é acreditar naquilo que os outros não acreditam. O poeta bíblico anônimo que escreveu o texto de Hebreus disse que a fé é a prova, a visualização daquilo que não pode ser visto. Enfim, fé é apostar naquilo que não pode ser verbalizado, explicado. Fé é aposta. Apostar é arriscar.
A vida é um risco, e quem não se arrisca não vence. Como dizia o grande poeta e filósofo Nietzsche: “A nossa vida precisa ser mais perigosa, mais ousada.” Viajar é um risco. Enquanto uns estão assistindo a uma partida entre FLAMENGO x VASCO e gritam: GOOOOOL!!! Um avião da GOL está caindo.
Trânsito é um risco. Corremos o risco de sermos atropelados quando acabamos de nos desviar de um carro.
Emprego é um risco. Hoje estamos empregados, amanhã poderemos estar desempregados.
Empresa é um risco. Hoje a firma está no auge, amanhã ela pode falir.
Convicções é um risco. Hoje a gente pensa de um jeito, amanhã pensamos de outro.
Amizade é um risco. Hoje ele é seu amigo, amanhã ele te trai, e vira seu inimigo.
Paquera é um risco. Investe-se passo a passo e na hora do BÓTE, o rapaz fala: Gatinha! Eu estou afinzão de você, mas ela responde: mas eu não estou afim não, você se equivocou. Daí o carinha canta: O que fazer? Pra onde ir se só tu tens as palavras de um grande fora? Estou desanimado; estou decepcionado, estou muito arrasado. A vida é feita de TÔCOS e “Deus ama quem toma TÔCO com alegria”.
Namoro é um risco. Você constrói um relacionamento passo a passo como dizia o poeta Rubem Alves: “a cada dia que se passa, um é possuído pelo outro”. No auge do relacionamento, o rapaz oferece flores e recita a frase do poema de Drummond de Andrade: AMO PORQUE TE AMO, porque para o amor não cabe explicações. No dia seguinte, garota chega e fala do nada: TERMINO PORQUE TE AMO, e não tenho explicações.
Casamento é um risco. Ouve-se a famosa frase: Até que a morte vos separe. Mas nem sempre é a morte que separa.
Ter intimidade com o outro é um risco porque você se expõe, você faz coisas que até mesmo Deus “duvida” como diz Ivan Lins: “O amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida”. Enfim, você fica vulnerável.
O amor é um risco como dizia o poetinha Vinícius de Moraes. Que o amor seja eterno, enquanto, dure. A eternidade está condicionada ao ato de regar a plantinha do relacionamento, da afetividade. Quando paramos de regar a plantinha, ocorre uma ruptura na continuidade, isto é, na “eternidade”. A plantinha vai enfraquecendo, murcha e morre.
A afetividade humana é assim mesmo: instável, vulnerável, e imprevisível. O ser humano é um bicho louco, esquisito que muda de canal com facilidade.
Quem sabe a gente pode se arriscar, apostando no amor do Mistério a quem chamamos de Papai do céu!
Que tal você se arriscar e se jogar nos braços do Pai e experimentar dessa afetividade sobrenatural que se manifesta nas coisas simples e naturais? Que tal arriscar a ter intimidade com ele? Lembre-se: aquele que se arriscar, esse vencerá. Aquele que se arriscar, esse será salvo. Arrisque até a morte, e você receberá a coroa da vida.
Papai do céu! Nós queremos e precisamos arriscar mais, mas nós precisamos da tua escolta pra gente não quebrar a cara.
Se você não arriscar, você corre o risco de ser riscado do mapa da vida. Seja proativo e oportunista.

Abraços: Joe! Um poeta lutando em meio aos riscos.
Joevan.caitano@yahoo.com.br / joevex@hotmail.com

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