Livro da vida: verdade ou conversa fiada?

LIVRO DA VIDA! Verdade ou conversa fiada?
Por Joeblack (joevex@hotmail.com)

“Em nosso dia a dia, é comum perdemos tempo discutindo vertentes teológicas e filosóficas e nos esquecemos de estudar os fundamentos e a beleza da verdadeira teologia e filosofia do cotidiano, onde a doutrina suprema é a leitura do ser humano e a liberalidade do amor”. (Joeblack - músico e teólogo).
“É importante aprender a não se aborrecer com as opiniões diferentes das suas, mas é preciso dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram” (Bertrand Russell – Filósofo e Matemático).
“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que com a ponta da espada” (William Shakespeare).


O grande filósofo Bento de Spinoza dizia: “Não chore; não se revolte; mas compreenda”. Compreender o outro! Eis a grande questão. Se liguem! Pois as pessoas são frutos de estruturas sociais, e num momento de decepção, ou quando se deparam com algo novo, elas tendem a reagirem às circunstâncias, e cada pessoa reage de um jeito. Umas optam pelo caminho do álcool, outras pelas drogas, outras pelo suicídio, outras entram em depressão, outras se apegam aos seus deuses, outras adquirem forças pra prosseguir sem abaterem-se, outras atacam os outros, viram selvagens, etc. Edgar Morin diz que “somos um misto de ternura e selvageria”. Temos dentro de nós um Papai Noel, e um bicho cruel. Lembre-se que, as pessoas são diferentes, vieram de famílias diferentes, de lugares diferentes, de circunstâncias diferentes, portanto, cada caso é um caso.
Pessoas reprimidas desde a infância, podem virar uma bomba relógio, pois senão houver um treinamento gradativo de como usar as ogivas (hormônios), elas vão acumulando, e quando elas atingem a liberdade, essa bomba estoura causando grandes estragos a própria pessoa e as demais em sua volta. É preciso ensinar as pessoas a lidarem com o seu próprio corpinho (sua bombinha), ensinando a explodí-las em doses homeopáticas, senão no futuro os estragos serão monstruosos.
Essas paradas de BOMBAS me fazem pensar em violência, BIG BANG, origem da vida, etc. Mas pense bem: o parto é um momento de violência, viemos ao mundo por meio de um ato de violência. Quando atingimos a puberdade, o próprio organismo nos bombardeia com um arsenal de hormônios pra nos dar uma balançada, porque sem essa sacudida hormonal, seríamos engolidos pela própria vida. O terceiro parto acontece quando ganhamos autonomia para pensar, e nos libertamos das correntes que nos prendem. Sei que machuca, mas essas feridas na nossa mente nos fazem ser livres para voar, para ter uma leitura mais fluente do universo alheio. Cada pessoa é um livro com título, cor e conteúdo diferente. Temos a mania de ler o título, ignorar o conteúdo devido a nossa preguiça e impaciência e ainda julgamos na última página com a tinta das nossas grafites moralistas. Enfim, borramos tudo, estragamos vidas, rasgamos os livros (pessoas). Sem crises e violência não há vida, não há crescimento. É preciso ouvir o outro, aderir o ministério da escuta. William Shakespeare dizia: “Presta o ouvido a todos, e a poucos a voz”. Educar os ouvidos é fundamental para quem quer entender uma música ou aprender uma língua. Ouça o desabafo do outro e lembre-se: quem ouve mal, sempre ouve algo a mais.
É preciso se libertar das algemas do moralismo, porque o moralista se volta pro indivíduo e lhe diz: tu deverias ser de tal e de tal modo! O indivíduo, pela frente ou por detrás, é um pedaço do destino. O banqueiro pensa imediatamente no negócio, a moça no seu amor, mas o moralista cristão só pensa no pecado dos outros e pior, ainda atacam os outros (atacar os sofrimentos na raiz é o mesmo que atacar a vida na raiz). Os moralistas são inimigos da vida, pois pregam que O SANTO, JUNTO AO QUAL DEUS SENTE PRAZER, É UM CASTRADO IDEAL (Nietzsche). Para eles, a vida termina aonde o Reino de Deus começa. Os homens foram pensados como “livres”, para que pudessem ser julgados e punidos, para que pudessem ser culpados. Santo Agostinho dizia que “os homens estão sempre dispostos a vasculhar e averiguar sobre as vidas alheias, mas lhes dá preguiça conhecer-se a si mesmos e corrigir a sua própria vida”.
É preciso retornar ao amor pelo diferente, ao retorno da afetividade, da paciência e fluência na leitura do LIVRO DAS VIDAS. Albert Camus diz que “amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela”. Amar é se arriscar. Vejamos:
Ekklesia no grego é Igreja (reunião de pessoas que se amam). O prefixo Ek significa sair, expulsar, isto é, arriscar-se saindo da comodidade. Saia logo e procure outras bibliotecas com outros livros, amplie seu vocabulário amoroso. Pensando em vocabulário de palavras, que tal saber verbalizá-las? É preciso ter sabedoria no falar. Aristóteles dizia que “o sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz”.
“A vida não é uma pergunta a ser respondida, mas é um mistério a ser vivido” dizia BUDA. Einstein dizia: A nossa existência é curta. Cazuza dizia que a vida é louca e breve. É preciso ler o universo das pessoas como se não houvesse o amanhã. É preciso ler hoje, porque amanhã poderá cair outro avião da GOL, e livros poderão ser rasgados sem possibilidade de serem lidos. Leia logo!!! BOA LEITURA.

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